Nesse dia 15 de abril, na Capital Federal, aconteceu a 3ª Marcha da Classe Trabalhadora, com a presença de trabalhadores de todo o País, vindos de várias partes do Brasil. A concentração da marcha iniciou na parte da manhã, na Praça da Cidadania, próxima ao estacionamento do Teatro Nacional, reunindo milhares de manifestantes das centenas de caravanas vindas dos estados brasileiros e outros milhares da própria Capital Federal, que se concentraram em frente ao palco principal, onde aconteceram as intervenções de diversas lideranças sindicais, dos movimentos sociais e parlamentares. Logo em seguida, iniciou-se a marcha pela Esplanada dos Ministérios, com uma nova concentração em frente ao Congresso Nacional.
A atividade da marcha, organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e por outras centrais sindicais e movimentos sociais, teve como objetivo levar as principais reivindicações da classe trabalhadora aos representantes dos três poderes do Estado (Executivo, Legislativo e Judiciário), tais como a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, o fim da escala 6×1, o enfrentamento à pejotização, o fortalecimento das negociações coletivas, a regulamentação do trabalho por aplicativos e o combate ao feminicídio. A marcha também teve o objetivo de integrar a jornada nacional de lutas e de se articular com as atividades do 1º de maio, Dia do Trabalhador.
Segundo o presidente nacional da CUT, Sergio Nobre, em declaração, “vamos ocupar as ruas de Brasília na Marcha da Classe Trabalhadora. É muito importante que a militância de todo o País se mobilize para participar dessa manifestação, que será decisiva para dar visibilidade à nossa pauta e pressionar deputados e senadores pela aprovação dos nossos projetos prioritários”.
A categoria bancária esteve presente na manifestação com delegações vindas de diversos estados da federação, organizadas pela Contraf/CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), que instalou tendas para reunir os trabalhadores bancários e organizar a coluna da categoria para a marcha. O Sindicato dos Bancários de Brasília, além de marcar presença com toda a sua diretoria, funcionários do sindicato e da base da categoria, teve papel de extrema importância na mobilização e organização das atividades, como a distribuição de água e de camisetas cujo logotipo era “Bancários da CUT”.
Como não poderia deixar de ser, a Corrente Sindical Nacional Causa Operária, Bancários em Luta, mais uma vez confirmou a sua presença com a sua militância e, conjuntamente com outros militantes de diversas outras categorias, tanto locais como nacionais, montou banca de produtos (camisetas, bottons, livros, Dossiê Causa Operária etc.) e, aproveitando a atividade, distribuiu, para os participantes da marcha, o Gazeta Causa Operária, cujo título principal é a agressão imperialista contra o Irã.
Bancários em Luta faz questão de ressaltar que a realização da 3ª Marcha da Classe Trabalhadora deve ser utilizada como mais um instrumento para ampliar as mobilizações dos trabalhadores, da cidade e do campo, da juventude e dos movimentos sociais, pelo atendimento de suas reivindicações. Para isso, é necessário, a fim de elevar o nível de mobilização e organização da classe trabalhadora, superar a política de conciliação com setores da direita, travestidos de aliados dos trabalhadores, por meio de uma política classista, independente da burguesia e de seus representantes.





