Nesta sexta-feira (1º), o Partido da Causa Operária (PCO), em conjunto com os Comitês de Luta, realizou uma manifestação nacional em São Paulo pelo Dia Internacional de Luta do Trabalhador. A concentração ocorreu no Theatro Municipal, onde lideranças políticas e operárias realizaram discursos em cima do carro de som.
Entre os oradores, esteve presente Izadora Dias, coordenadora do Coletivo de Mulheres Rosa Luxemburgo, coletivo de mulheres do PCO, e pré-candidata ao governo de São Paulo. Em sua fala, Izadora destacou a importância do exemplo do povo iraniano na organização do Eixo de Resistência e no enfrentamento ao imperialismo. A dirigente também saudou a resistência palestina e ressaltou o papel das mulheres iranianas, que pegam em armas para defender o seu país contra a agressão imperialista.
Confira, abaixo, o discurso na íntegra:
É um prazer estar aqui nas ruas com os companheiros, o pessoal de luta que nos acompanha, que sabe que o PCO não abandona a classe operária em nenhum momento. E, claro, neste 1º de Maio, a gente não poderia fazer diferente. E não só em homenagem e luta junto à classe operária brasileira, mas a todos os oprimidos que estão lutando pelo mundo.
Nós estamos com adesivo “Lute como iranianos”. Por quê? Porque esse povo tem mostrado como se luta contra uma força opressora como é o imperialismo. O Irã é responsável por ter organizado o Eixo de Resistência e ter apoiado outros povos a se levantarem contra os seus algozes. E esse é o exemplo para a classe trabalhadora.
Mesmo que sempre tenha parecido uma luta muito difícil, que tenha parecido impossível derrotar um inimigo organizado, um Estado estruturado, militarizado, como é, por exemplo, o Estado de “Israel”, a resistência da Palestina mostrou que, se você tem um objetivo claro, se você tem organização, se você tem a união da população, você consegue derrotar mesmo aqueles opressores que parecem mais poderosos.
Nós também estamos assistindo ao Irã impor uma derrota ao imperialismo, algo que não poderíamos imaginar, e isso só aconteceu porque é o povo todo que está unido. Inclusive, as mulheres iranianas apoiam o governo, porque é esse governo que se colocou contra o imperialismo. Essas mulheres, inclusive, estão pedindo armas, estão com armas na mão, mas estão pedindo armas porque elas sabem que não vai ser com um discurso, com conversinha, com acordos, ou com qualquer demagogia que você derrota um opressor.
É na luta, é na luta armada. E eles precisam ser um exemplo — eles são um exemplo para a classe trabalhadora brasileira.



