Dados oficiais da Segurança Social da Argentina indicam que 2025 terminou com 153.847 trabalhadores formais demitidos sem justa causa e obrigados a solicitar o seguro-desemprego. O número, registrado no sistema previdenciário, contrasta com a propaganda de “recuperação econômica” do governo golpista de Javier Milei e mostra a verdadeira situação da Argentina.
De acordo com os registros, a maior parte das demissões se concentrou na indústria manufatureira, com 36.648 casos. A combinação de retração do consumo interno, elevação de custos e concorrência de produtos importados foi apontada como fator central para a eliminação de postos de trabalho na produção industrial.
A paralisação da obra pública também aparece como fator decisivo. O setor da construção foi responsável por 25.311 novos pedidos de seguro-desemprego. Ainda segundo a estimativa apresentada a partir dos dados oficiais, o governo atual já acumulou mais de 270.000 postos formais perdidos no setor privado.
Em âmbito regional, a Província de Buenos Aires concentrou quase 30% dos casos, com 44.145 residentes solicitando assistência. O impacto também foi significativo em províncias com dependência industrial e de obra pública, como Santa Fe (7.675 baixas) e Córdoba (7.825). Terra do Fogo é citada entre as mais atingidas pela abertura comercial, sobretudo no ramo eletrônico.
Em dezembro, o sistema registrou pico de 103.654 beneficiários do seguro-desemprego. O valor médio, de AR$276.944 (cerca de mil reais), ficou abaixo do custo da cesta básica. Pela Lei 24.013, o benefício pode durar até 12 meses; ao fim do período, muitos trabalhadores tendem a ser empurrados para o trabalho informal.




