XII Congresso do PCO

APEOESP saúda XII Congresso Nacional do PCO

Roberto Guido, presidente interino da entidade, defendeu unidade dos trabalhadores contra a direita e saudou a homenagem a Natália Pimenta

O presidente interino do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP), Roberto Guido, participou, na última quinta-feira (4), do ato de abertura do XII Congresso Nacional do Partido da Causa Operária (PCO), realizado no Auditório Paraíso, em São Paulo. Em sua fala, Guido saudou a homenagem feita a Natália Pimenta e defendeu a unidade dos trabalhadores diante da situação política nacional e internacional.

O XII Congresso Nacional do PCO recebeu o nome de Congresso Natália Pimenta, em homenagem à militante do Partido que faleceu em novembro de 2025. Para Guido, o Congresso tem o papel de preparar novamente o Partido para os enfrentamentos colocados pela situação política.

“Esse Congresso me parece que vai armar o PCO novamente para o enfrentamento dessa conjuntura que, como disseram os companheiros, internacionalmente e nacionalmente, é extremamente perversa para o conjunto dos trabalhadores”, disse.

Em nome da APEOESP, Guido levou uma saudação da deputada estadual Bebel, primeira presidente licenciada da entidade, e dos demais membros da diretoria do sindicato. Em seguida, destacou que a luta dos professores no estado de São Paulo faz parte da luta geral da classe trabalhadora.

“Nós, professores do estado de São Paulo, e eu trago aqui o abraço fraterno da nossa primeira presidente licenciada, a Bebel, e dos demais membros da diretoria da APEOESP, temos claro que a luta pela educação é uma luta de classe. E, por ser uma luta de classe, nós temos que estar em todas as lutas da classe trabalhadora, seja contra os desatinos e o terror na Palestina, seja no Líbano, seja em Cuba, seja na Venezuela e aqui no Brasil”, afirmou.

O dirigente sindical também criticou a campanha da direita e dos patrões contra o fim da escala 6×1. Segundo Guido, os argumentos utilizados contra a redução da jornada de trabalho retomam a defesa dos interesses dos proprietários, como ocorreu no período da luta contra a escravidão no Brasil.

“Lamentavelmente, nós ainda temos que enfrentar forças políticas que utilizam os mesmos argumentos que foram utilizados para combater o fim da escravidão. Como é que os empresários serão reembolsados com o fim da escala 6×1? Era o mesmo argumento que se utilizava para evitar o fim da escravidão. Como é que os barões do café, os donos do café, seriam reembolsados pelos prejuízos advindos, entre aspas, do fim da escravidão”, declarou.

Para o presidente interino da APEOESP, embora haja mudanças importantes na situação política, a luta de classes permanece como traço fundamental da sociedade atual. Por isso, afirmou, as organizações dos trabalhadores precisam atuar em unidade.

“Os argumentos mudam, há mudanças muito profundas, mas a gente sabe que a análise da realidade tem que ser feita com base sempre naquilo que muda e naquilo que permanece. E a luta de classes está aí, ela permanece. Nossas forças políticas têm que estar unidas para esse enfrentamento”, disse.

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