A crise energética provocada pelas guerras da OTAN contra a Rússia e dos Estados Unidos e de “Israel” contra o Irã levou economistas, banqueiros e organismos internacionais a apontar sinais semelhantes aos observados antes da crise financeira mundial de 2008.
Naquele período, os bancos concederam empréstimos em massa para financiar a compra de imóveis nos Estados Unidos. Essas dívidas foram revendidas entre bancos e fundos de investimento de todo o mundo. Ao mesmo tempo, a alta do petróleo encareceu o transporte, a produção e os alimentos, agravando a situação econômica.
Milhões de trabalhadores deixaram de conseguir pagar as prestações de suas hipotecas. Os prejuízos se espalharam rapidamente pelo sistema financeiro, provocando uma recessão mundial.
Catalisador de um novo colapso
Hoje, uma das principais preocupações é que a crise energética atue como catalisador de um novo colapso financeiro.
O diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, classificou o risco de fechamento do Estreito de Ormuz — por onde circulam cerca de 20% do petróleo consumido no planeta — como “a maior crise de segurança energética da história”, mais grave do que as crises de 1973, da Revolução Iraniana de 1979 e da guerra da Ucrânia em 2022 “juntas”.
Com o preço do barril do petróleo Brent acima de US$105,00, 76 países adotaram medidas emergenciais diante da ameaça de desabastecimento.
Imperialismo amplia as guerras
O risco de colapso financeiro é acompanhado pela intensificação e pela proliferação das guerras.
Relatórios do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Banco Mundial e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apontam que a economia mundial passa por uma reorganização marcada pela disputa por energia, tecnologia e poder militar.
A resposta do imperialismo não tem sido reduzir os conflitos, mas ampliá-los. Ao intensificar as guerras contra os países oprimidos, o imperialismo aprofunda a crise energética que ameaça desencadear uma nova crise financeira mundial.
Esse movimento pode ser visto na continuidade da guerra da OTAN contra a Rússia; na incapacidade dos Estados Unidos de encerrar a guerra contra o Irã sem tornar ainda mais evidente sua derrota política e militar; nas ameaças contra a América Latina, especialmente contra Cuba; na política de guerras permanentes de “Israel”; e na preparação de um futuro confronto militar contra a China.



