Uma pesquisa divulgada em 7 de abril pelo Pew Research Center mostrou que 60% da população dos EUA passou a ver “Israel” de maneira desfavorável, em mais um sinal de desgaste do sionismo perante os norte-americanos. O levantamento foi realizado entre 23 e 29 de março com 3.507 adultos.
Segundo a sondagem, a rejeição a “Israel” aumentou em relação ao ano passado. Em 2025, 53% dos entrevistados diziam ter uma visão desfavorável do país artificial. Agora, esse número chegou a seis em cada 10. A parcela dos que afirmam ter uma opinião “muito desfavorável” também cresceu fortemente e quase triplicou desde 2022.
A pesquisa mostrou ainda um aumento da rejeição ao primeiro-ministro de “Israel”, Benjamin Netaniahu. Cerca de 59% dos entrevistados disseram ter pouca ou nenhuma confiança nele “para fazer a coisa certa em relação aos assuntos mundiais”.
Entre os eleitores mais jovens, a rejeição já aparece nos dois grandes partidos. A maioria dos adultos com menos de 50 anos, tanto entre democratas quanto entre republicanos, declarou ver “Israel” de maneira negativa. Entre os republicanos de conjunto, porém, 58% ainda mantêm uma visão favorável. Entre os democratas, a avaliação desfavorável aparece em todas as faixas etárias.
O levantamento também separou as respostas por religião. Judeus e protestantes evangélicos brancos seguem como os grupos de maior apoio a “Israel”. Já entre católicos, protestantes negros e pessoas sem religião, o apoio aparece em níveis bem menores. Entre os muçulmanos, apenas 4% declararam ter uma visão favorável.
A pesquisa mediu também a opinião sobre Donald Trump. Mais de 55% disseram não confiar na condução do presidente norte-americano para as relações entre os EUA e “Israel”, embora o apoio republicano a Trump permaneça elevado.
O resultado aparece em meio a uma sequência de sondagens que mostram o crescimento da oposição popular à política norte-americana e sionista no Oriente Próximo. No fim de março, uma pesquisa da Reuters/Ipsos mostrou que 66% dos norte-americanos defendiam o encerramento rápido da guerra, mesmo que seus objetivos declarados não fossem alcançados.
Antes disso, no fim de fevereiro, um levantamento da Gallup já havia mostrado, pela primeira vez, que mais norte-americanos diziam simpatizar com os palestinos do que com os israelenses: 41% afirmaram apoiar os palestinos, contra 36% que disseram apoiar os israelenses.




