Partido da Causa Operária

1º de Maio classista e anti-imperialista do PCO é amanhã

Ato será às 11h, em frente ao Theatro Municipal de São Paulo, com caminhada até a Praça da Sé e atividade no CCBP

O Partido da Causa Operária (PCO), os Comitês de Luta e outros movimentos realizam amanhã, sexta-feira (1º), um ato classista, internacionalista e anti-imperialista em São Paulo pelo Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores. A concentração será às 11 horas, em frente ao Theatro Municipal, no centro da capital paulista.

A mobilização terá caráter nacional, com caravanas de diversos estados do País — Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, interior de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraíba, Amazonas e Ceará. Após a concentração, os manifestantes seguirão em caminhada até a Praça da Sé. A atividade será encerrada no Centro Cultural Benjamin Péret (CCBP), na Rua Conselheiro Crispiniano, 73, no bairro da República, onde haverá churrasco e chope a partir das 14 horas.

A convocação do PCO busca resgatar o caráter histórico do 1º de Maio como dia de luta da classe operária. O partido afirma que a data não pode ser transformada em evento esvaziado, festa sem conteúdo político ou ato eleitoral das direções sindicais pelegas. O ato se realiza em oposição às iniciativas das centrais sindicais patronais e da esquerda pequeno-burguesa, que abandonaram a necessidade de uma grande mobilização nacional. Pela primeira vez fora do período da pandemia, as centrais sindicais não organizarão uma grande manifestação de rua no 1º de Maio na capital paulista. A CUT optou por atividades dispersas. A Força Sindical se recolheu a um evento fechado. A Avenida Paulista foi entregue a grupos bolsonaristas pela Polícia Militar do governo Tarcísio de Freitas.

O presidente nacional do PCO, Rui Costa Pimenta, comentou a situação no programa Análise da 3ª, da Rádio Causa Operária. “A situação do 1º de Maio mostra a situação da esquerda no que diz respeito à mobilização popular”, afirmou. “No começo do governo Lula, o PT chamou um ato de 1º de Maio que foi um fracasso. O 1º de Maio de 2024 foi um fracasso. Em 2025, eles não chamaram nenhum ato em São Paulo”. Para Pimenta, o quadro mostra um grave recuo político da esquerda diante da extrema direita: “esse ano todo mundo tirou o time de campo. A extrema direita se organiza, ocupa as ruas, chama o público, e a esquerda, nada”.

O PCO afirma que deixar passar o 1º de Maio sem um ato de rua seria uma capitulação. “Vamos aproveitar o 1º de Maio para denunciar o imperialismo, levantar as reivindicações operárias. É uma questão fundamental”, disse Pimenta.

Entre as reivindicações do ato estão a reposição de 100% das perdas salariais, o aumento do salário mínimo para um valor compatível com as necessidades de uma família operária — o Dieese estima que esse valor deveria estar em torno de R$7.500,00 —, a redução da jornada de trabalho para 35 horas semanais sem redução de salário e a revogação das reformas trabalhista e previdenciária aprovadas após o golpe de 2016. O partido também defenderá a reforma agrária, a estatização do sistema financeiro, o não pagamento da dívida pública e o cancelamento das privatizações da Eletrobrás, da Vale e das áreas da Petrobrás vendidas à iniciativa privada.

A mobilização terá também um eixo internacionalista. O ato defenderá a Palestina, Cuba, Venezuela, Rússia e a República Islâmica do Irã, povos que enfrentam a pressão direta dos Estados Unidos e de seus aliados. No caso da Palestina, o partido denunciará o genocídio promovido por “Israel” contra a Faixa de Gaza. Desde outubro de 2023, a ofensiva sionista deixou ao menos 72.593 palestinos assassinados e 172.399 feridos. Mesmo após o cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro de 2025, a agressão continua, com dezenas de mortos e feridos todos os dias.

“É o dia da classe operária. Nós somos um Partido operário, nós somos um Partido comunista”, afirmou Pimenta. “Queria chamar todo mundo que está acompanhando o PCO a participar”.

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