As apostas na queda de ações de companhias aéreas antes do 11 de Setembro continuam no centro da discussão sobre quem poderia ter lucrado com informações antecipadas dos atentados. Em artigo publicado pelo Al Mayadeen em 11 de setembro, Kit Klarenberg recupera essas operações e cobra uma nova investigação sobre seus beneficiários.
O jornalista destaca contratos que permitiam ganhar com a desvalorização da United Airlines e o aumento das compras de ações da fabricante de armamentos Raytheon na véspera dos ataques. A combinação de apostas contra empresas atingidas e investimentos em fornecedores militares é o principal argumento de sua denúncia. Al Mayadeen, 11/09/2026.
A Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) começou a investigar em 12 de setembro de 2001. Ao encerrar os trabalhos, em julho de 2004, informou que examinou mais de 9,5 milhões de transações e não encontrou evidências de negócios feitos com conhecimento prévio dos ataques. O FBI e o Departamento de Justiça participaram da apuração. Comunicado da SEC, 22/07/2004.
O relatório da comissão do 11 de Setembro atribuiu grande parte das opções de venda da United Airlines a uma estratégia que incluía comprar ações da American Airlines. Outro grupo de operações foi relacionado à recomendação de um boletim financeiro. Relatório da comissão, nota 130 do capítulo 5.
Em 2011, porém, um estudo do Multinational Finance Journal encontrou volumes anormais em opções ligadas ao índice S&P 500 perto dos atentados. Os pesquisadores consideraram o resultado compatível com a atuação de investidores informados, ressalvando que o método não identificava diretamente pessoas com conhecimento prévio. Estudo no Multinational Finance Journal.
A divulgação dos registros e a identificação dos beneficiários são necessárias para confrontar as conclusões oficiais com os estudos posteriores. Bancos, corretoras e grandes investidores devem prestar contas dessas negociações.



