Guerra da Ucrânia

Zelensqui, um fantoche dos Estados Unidos e da Inglaterra

Analises e investigações mostram o envolvimento direto não apenas dos Estados Unidos, mas também do imperialismo britânico naguerra

Um artigo do jornalista Kit Klarenberg, publicado pela emissora libanesa Al Mayadeen, revela com riqueza de detalhes o envolvimento direto do imperialismo — principalmente o norte-americano e o britânico — na guerra entre a Rússia e a Ucrânia. A partir da análise de uma investigação do jornal norte-americano The New York Times, Klarenberg mostra que se trata, oficialmente, de uma guerra por procuração conduzida pelos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Segundo o artigo, o jornal norte-americano reconhece que os Estados Unidos atuam como a “espinha dorsal das operações militares ucranianas”, estando envolvido na guerra “muito mais profundamente do que se entendia anteriormente”.

A investigação do New York Times revela que os Estados Unidos instalaram um centro de inteligência em uma base militar na Alemanha, conhecido como Task Force Dragon. Nesse centro, trabalham agentes de todas as principais agências de inteligência dos EUA, além de oficiais da coalizão imperialista. O objetivo é identificar alvos russos — suas posições, movimentações e intenções no campo de batalha — para que sejam atacados pelas forças ucranianas utilizando armamento fornecido pelo imperialismo.

Diversos ataques conhecidos, como a ofensiva com veículos aéreos não tripulados (VANTs) em outubro de 2022 no porto de Sebastopol, foram planejados com apoio direto da Task Force Dragon. A reportagem ainda revela que todos os ataques realizados com sistemas HIMARS por parte da Ucrânia dependeram totalmente do controle norte-americano, inclusive no fornecimento de coordenadas, autorização eletrônica para disparo e escolha do momento do ataque.

O artigo também revela a atuação direta do exército britânico no planejamento e execução da contraofensiva ucraniana de agosto de 2022, nas regiões de Kharkov e Kherson. Klarenberg afirma que o então líder da Task Force Dragon, tenente-general Christopher Donahue, pressionou o comando ucraniano a seguir com a ofensiva, mesmo contra a vontade do general Andrii Kovalchuk, responsável por liderar as tropas no campo.

Segundo relatos, o então ministro da Defesa britânico, Ben Wallace, perguntou a Donahue o que faria se Kovalchuk fosse seu subordinado. “Ele já teria sido demitido”, respondeu o general. Pouco tempo depois, o comandante ucraniano foi de fato afastado. O texto aponta que a Grã-Bretanha havia inserido formalmente equipes militares em Kiev para comandar diretamente as decisões das Forças Armadas ucranianas.

Apesar de a imprensa imperialista ter celebrado a contraofensiva como um sucesso, documentos internos posteriormente mostraram que a operação ficou aquém dos objetivos traçados. Relatórios do Pentágono indicavam que os ganhos territoriais seriam “modestos”, e que seria necessário considerar a possibilidade de um acordo com a Rússia.

Klarenberg também relata que, pouco antes de deixar o cargo, Joe Biden foi incentivado a tomar uma série de medidas para “reforçar o projeto Ucrânia” e manter a guerra em curso. Isso incluiu autorizar o uso de mísseis de longo alcance como os ATACMS e Storm Shadow em ataques dentro do território russo — uma decisão que cruzou a chamada “linha vermelha” dos próprios Estados Unidos.

A ofensiva ucraniana na região de Kursk, segundo o artigo, foi uma operação britânica em tudo, exceto no nome. “Londres esteve no centro do planejamento, forneceu a maior parte do equipamento e anunciou publicamente sua participação”, afirma Klarenberg. Os Estados Unidos, temendo uma escalada incontrolável, preferiram manter uma posição mais discreta nessa etapa do conflito.

O artigo de Klarenberg escancara o que já é evidente: a guerra na Ucrânia não é um confronto entre Rússia e seu vizinho, mas sim uma operação de guerra por procuração conduzida pelo imperialismo.

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