Na última terça-feira (25), a agência de refugiados das Nações Unidas informou que, apenas neste mês de março, mais de 21 pessoas fugiram da Síria para o Líbano.
A migração em massa dá-se em decorrência dos assassinatos em massa perpetrados pelo governo sírio (Hayat Tahrir al-Sham) e aliados paramilitares no início do mês, massacres que resultaram em mais de 2 mil mortos, a maioria alauitas.
Além das mortes, os mercenários do HTS e aliados também saquearam sistematicamente as propriedades da população civil da região costeira da Síria.
As informações publicadas pela ONU foram obtidas a partir de autoridades libanesas e da Cruz Vermelha Libanesa, que afirmou que “as hostilidades… no início de março continuam a deslocar pessoas diariamente” para o norte do Líbano, disse o comunicado do ACNUR, relatando “21.637 novos chegados da Síria“. Conforme a ONU, “famílias em fuga continuam cruzando pontos de travessia de fronteira não oficiais, inclusive através de rios, a pé, e estão chegando exaustas, traumatizadas e famintas”.
Estava marcada para esta quarta-feira (26), visita de delegação do governo libanês, chefiada pelo ministro da Defesa, à Síria, para se reunir com o governo pró-imperialista e pró-sionista do HTS. Contudo, a reunião, que tinha o objetivo de discutir recentes tensões na fronteira entre os dois países, foi adiada.


