A brutal ofensiva na Faixa de Gaza cometida pelas Forças de Ocupação, intensificada desde o rompimento do cessar-fogo em 18 de março, escancara o genocídio promovido pelo regime sionista contra o povo palestino. Em pouco mais de uma semana, foram realizados 430 ataques aéreos que deixaram um rastro de morte e destruição. As ações do regime de apartheid, que também atingiram alvos no Líbano e na Síria, são justificadas pela ditadura de “Israel” como resposta a supostos ataques do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), mas que nada mais são uma política sistemática de limpeza étnica.
Desde o início da retomada dos bombardeios, quase 700 palestinos foram mortos, incluindo mulheres e crianças. A população da Faixa de Gaza, composta por 2,3 milhões de pessoas, vive sob constante deslocamento forçado e enfrenta uma grave crise humanitária com a suspensão do fornecimento de alimentos e água por parte de “Israel”. A destruição de casas residenciais, hospitais e veículos de resgate demonstra o caráter fascista do Estado sionista.
Entre os episódios mais chocantes está o ataque que matou Salah Bardawil, líder político do Hamas, junto com sua esposa. Este assassinato é parte da política desesperada de “Israel”, mas que não abala a Resistência. Assim como foi com a ascensão ao martírio de Ismail Hanié e Iaria Sinuar, a perda das lideranças apenas dá mais força aos palestinos e pavimenta o caminho para a revolução total daquele povo.
Em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, dezenas de civis foram mortos em bombardeios indiscriminados. Além disso, relatos indicam que equipes de resgate palestinas foram alvejadas diretamente pelas forças israelenses durante suas operações humanitárias. Em um crime bárbaro relatado recentemente, um oficial da Defesa Civil palestina foi encontrado mutilado após um ataque israelense. Veículos de resgate foram destruídos e equipamentos de segurança dos trabalhadores foram encontrados rasgados no local do ataque. Esses indícios apontam para uma ação deliberada das forças israelenses contra civis e trabalhadores que não buscavam nada com fins militares, mas apenas uma minimização dos danos às crianças e à população local.
O Estado artificial continua sua política de deslocamento forçado ao ordenar evacuações em massa em várias regiões da Faixa de Gaza. Recentemente, moradores da Cidade de Gaza e Rafá foram obrigados a abandonar suas casas sob ameaças diretas do exército israelense. O objetivo declarado é ampliar a zona tampão ao longo da fronteira, consolidando o controle colonial sobre o território palestino. Enquanto isso, as negociações para um novo cessar-fogo permanecem travadas devido à recusa israelense em atender às demandas básicas dos palestinos. O governo sionista insiste em condicionar qualquer acordo à desmilitarização completa do Hamas e à libertação dos reféns capturados durante os confrontos iniciais – algo que não ocorrerá, pois, caso seja realizado, resultará no massacre completo de todo e qualquer palestino que ouse habitar Gaza.
Apesar da brutal repressão, o povo palestino segue resistindo heroicamente à ocupação. O Hamas convocou protestos em toda a Palestina para denunciar os crimes israelenses e reafirmar sua luta pela libertação nacional. A resistência armada também continua ativa, desafiando a ocupação militar mesmo diante das condições extremas impostas pelo bloqueio.
A comunidade internacional, como denunciado pelo próprio movimento de resistência islâmica, tem se mostrado ridiculamente omissa, quando não cúmplice, diante desse genocídio. Enquanto o imperialismo apoia abertamente seu enclave, com armas e recursos financeiros, organizações populares em todo o mundo intensificam campanhas de solidariedade ao povo palestino. Protestos têm sido organizados para exigir o fim imediato dos ataques e a responsabilização do regime sionista por seus crimes contra a humanidade.




