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Palestina

Quem entrar é morto: ‘Israel’ cria ‘zonas de extermínio’ em Gaza

Militares da força de ocupação sionista alvejaram intencionalmente civis desarmados na Faixa de Gaza

Prédios destruídos na região norte da Faixa de Gaza

Nesta segunda-feira (1º), foi noticiado que os militares da força de ocupação sionista alvejaram intencionalmente civis desarmados na Faixa de Gaza. Essa é uma cena corriqueira desde o início da operação israelense há quase 60 dias.

Seria possível que algum cético duvidasse das cenas chocantes transmitidas de Gaza pelos próprios palestinos, onde civis são mortos diuturnamente pelas forças israelenses, no entanto, a notícia discutida no parágrafo anterior foi publicada em um jornal israelense. De acordo com uma reportagem do jornal israelense Haaretz, baseada em dados das forças armadas sionistas, aproximadamente nove mil “terroristas” foram alvejados desde o início do extermínio em Gaza. No entanto, testemunhos de oficiais, soldados e membros do aparato de segurança israelenses, conforme relatado pelo jornal, revelam que a maioria das vítimas eram civis e que não apresentavam nenhuma ameaça iminente às forças de ocupação.

Nas mesmas páginas do Haaretz, foi relatado que palestinos, que não tinham histórico de envolvimento com a resistência armada, foram alvos dos militares israelenses, sob a justificativa de serem estes civis “sabotadores”. Sobre o assunto, um oficial da reserva israelense enfatizou que a definição de terrorista parece ter sido ampliada para incluir “qualquer pessoa morta pelo exército israelense dentro da zona de combate”. E de fato, o Estado sionista que vem matando indiscriminadamente a população palestina, enxerga homens, mulheres e crianças como “terroristas”, como demonstra os dados das mortes em Gaza. Até mesmo grupos como a Organização Mundial da Saúde confirmaram, ainda em 2023, como mulheres e crianças compunham mais da metade das mortes resultantes dos ataques israelenses e essa porcentagem não apresenta mudanças significativas desde então. O que mudou significativamente, no entanto, foram os números de mortos civis em Gaza, chegando a mais de 30 mil vítimas.

O jornal israelense também revelou que, os repetidos ataques pelas forças de ocupação a alvos civis, em especial os que aguardam ajuda humanitária na Cidade de Gaza, são vistos como uma estratégia deliberada para exacerbar a fome que assola a região, como vimos no dia 29 de fevereiro, onde mais de 100 pessoas morreram e mais de 700 ficaram feridas em um caso onde tropas das forças armadas israelenses usaram fogo real enquanto civis palestinos famintos e desesperados se reuniam em torno de caminhões de ajuda humanitária.

Essa não foi a primeira, nem a última vez em que as forças de ocupação israelenses utilizaram de força militar contra alvos civis. Recentemente, as forças sionistas invadiram o hospital al-Shifa em uma escaramuça que durou duas semanas. Seguindo a evacuação das forças israelenses, relatos de execuções sumárias, tortura, além de um hospital (um dos poucos a funcionar na região) completamente destruído pelas forças sionistas. Novamente, algum cético pode indagar as imagens fornecidas pelos palestinos, crer que se trata de uma montagem muito bem feita. No entanto, a realidade é uma só, como reporta até mesmo o órgão do imperialismo britânico The Guardian, em sua matéria: “Israeli forces withdraw from Gaza’s al-Shifa hospital after two-week raid

No entanto, a agência de saúde da ONU disse que vários pacientes do hospital morreram e dezenas foram colocados em risco durante a invasão. Os palestinos que fugiram das instalações descreveram dias de combates pesados, prisões em massa e marchas forçadas passando por pessoas mortas.

Os mais recentes dados da destruição em Gaza são alarmantes. Até agora, com cerca de seis meses desde o início da operação militar israelense em Gaza, mais de 360.000 residências e 11 padarias foram destruídas. Soma-se a esse número 396 instituições de ensino,  267 localidades de culto religioso (incluindo uma igreja católica ortodoxa) e 10 hospitais que foram parcialmente destruídos, ou danificados. A crise humanitária em Gaza é tamanha, que até mesmo os países imperialistas, grandes apoiadores do projeto sionista, tentam minimizar sua responsabilidade pelo massacre, oferecendo parca ajuda humanitária que, na maioria das vezes é impedida de entrar na faixa de Gaza pelas forças de ocupação israelense.

Até 15 de março, mais de 100 jornalistas, a maioria palestinos, foram mortos desde a operação “inundação Al-Aqsa” em 7 de outubro. Conforme o Comitê para a Proteção dos Jornalistas e a Federação Internacional de Jornalistas, 96 jornalistas palestinos, três libaneses e quatro israelenses foram mortos.

Não por acaso, o presidente dos EUA, Joe Biden, se vê pressionado a defender um cessar-fogo imediato a poucos meses antes das eleições presidenciais no país. Hoje, o morticínio palestino é um tema corrente na política norte-americana, em especial para os mais jovens, que tem grande simpatia pela causa palestina, o que pressiona ainda mais o já impopular presidente do Partido Democrata e o lobby sionista, que se debate para rebater a proximidade evidente entre o projeto racista e colonial que compõe o núcleo do sionismo moderno, com o também racista e colonial projeto nazista.

A cada novo massacre contra o povo palestino, o sionismo revela sua verdadeira face para um número maior de pessoas. O fascismo, diferente do que os analistas do grupo Globo, ou CNN possam dizer, pode ser praticado até mesmo por judeus, um dos grupos perseguidos pelo nazifascismo.

Aliás, como descrever a Faixa de Gaza se não como um grande gueto? A Palestina é um território ocupado pelas forças sionistas, os poucos locais onde os palestinos ainda podem habitar de forma autônoma são duramente controlados pelas forças israelenses.  Da água, à comida, até mesmo energia elétrica, tudo é controlado por “Israel”. Se antes o povo judeu sofreu nas mãos da SS e da Wehrmacht, hoje as forças de ocupação sionistas, agindo falsamente em nome de todo o povo judeu, massacra a Palestina com requintes nazistas de crueldade.

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