Liberdade de expressão

Perseguição a Monark abriu caminho para censura total

Conib pediu que Breno Altman seja impedido de conceder entrevistas

A Confederação Israelita do Brasil (Conib), que já obteve três medidas liminares contra o jornalista Breno Altman, exigindo a retirada de publicações em seus perfis nas redes sociais, agora entrou com um novo pedido, pedindo, na prática, o banimento total do petista da internet. A petição solicita a “SUSPENSÃO das páginas-redes sociais do implicado, IMPONDO, ainda, e sob pena de prisão preventiva, que o indiciado se ABSTENHA de novas práticas delitivas, IMPEDINDO-LHE, ainda de participar de lives, vídeos e ou manifestações que tenha o mesmo cunho e objetivo de intolerância e de incitação à violência”.

O que a Conib solicita é muito claro. Para o lobby israelense no Brasil, Breno Altman deveria ter o direito de falar completamente suspenso. Algo que não está previsto em nenhum artigo da Constituição, nem mesmo no caso de presidiários. Quando o ex-presidente Lula esteve preso, por exemplo, foi considerado um escândalo o fato de o Judiciário proibi-lo de conceder entrevistas. Com o aumento da crise do regime político, Lula finalmente conseguiu fazê-lo.

Se o pedido da Conib for aceito, será a confirmação de que o Brasil hoje vive sob um Estado de exceção. Contudo, mesmo que um pedido tão grotesco não seja aprovado, o próprio fato de esse pedido ser feito já é uma demonstração do quanto a censura já avançou no Brasil. Vale lembrar que a própria Conib já conseguiu fazer com que Altman tivesse publicações apagadas, o que é visivelmente um caso de censura.

Essa situação já vem sendo preparada há muito tempo. Foram vários casos em que a censura foi estabelecida por meio dos pretextos mais absurdos. Um dos casos mais emblemáticos desse caminho trilhado é o do apresentador Bruno Aiub “Monark”. Fundador do Flow Podcast, o maior programa do tipo no Brasil, Monark acabaria sendo expulso da própria empresa que criou, em 2022. Começava, ali, a perseguição ao apresentador, motivada pelos grandes monopólios da comunicação.

Em um primeiro momento, Monark não foi alvo de medidas judiciais, mas da chamada “cultura do cancelamento”. O apresentador foi linchado por ter defendido algo elementar: que um nazista teria o direito de formar um partido para defender as suas ideias. Monark nunca demonstrou qualquer simpatia pelo nazismo, nem seria crime fazê-lo. No entanto, até hoje é chamado de “nazista” por isso, abrindo, então, o caminho para que os seus direitos políticos fossem rasgados.

Passada a longa onda de xingamentos e calúnias contra o apresentador, vieram, então, as medidas judiciais. O apresentador teve as suas redes sociais suspensas por chamar o ministro Alexandre Moraes de “anticristo” e por questionar – leia-se questionar, e não fazer uma acusação – o processo eleitoral. Tempos depois, o apresentador acabaria sendo suspenso em definitivo das redes sociais.

Não bastasse tudo isso, Monark ainda é vítima de um processo aberto pelo ex-ministro da Justiça Flávio Dino. No dia em que foi sabatinado pelo Senado Federal para ser oficializado como novo ministro do Supremo, Dino obteve uma liminar em que proibia Monark de tecer qualquer comentário sobre sua pessoa.

O caso Monark, embora não seja o único, mostra bem como funciona o avanço da censura. Escolheram uma determinada figura, fizeram dela um “monstro”, ao chamá-lo de “nazista”, e, a partir de aí, arrancaram todos os seus direitos. Agora, todas as conquistas do Estado de exceção se voltam contra todos os cidadãos, em especial aqueles que denunciam o Estado nazista de “Israel”.

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