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São Paulo

Mais uma vez, PCO toma a Paulista em defesa da Palestina

O Partido novamente formou o maior bloco na manifestação em defesa da Palestina e a esquerda oportunista tentou censurá-lo

Depois da declaração acertada do presidente Lula, comparado o sionismo ao nazismo, mais uma vez foi convocado um ato em defesa da Palestina, agora diretamente pela CUT e o PT. O PCO, que já está nessa campanha desde outubro, aderiu imediatamente à convocação e passou também a organizar a manifestação. Com apenas um dia de intervalo após a manifestação bem sucedida realizada no Rio de Janeiro, durante a reunião do G20, os militantes do PCO foram ao MASP no sábado para defender a Palestina.

Como de costume, a militância do PCO já estava se concentrando no local duas horas antes do início da manifestação. Foram levadas as barracas, faixas, bandeiras, panfletos, cartazes, faixas e adesivos. A Bateria Popular Zumbi dos Palmares também marcou sua presença. As bandeiras das organizações da resistência palestina e árabe, o Hamas, a Jiade Islâmica, a FPLP, a FDLP e o Hesbolá, empunhadas por militantes do PCO, novamente de destacaram. Elas enfurecem tanto a direita quanto a esquerda pequeno-burguesa, que capitula diante do sionismo.

Antônio Carlos Silva, membro da direção nacional do PCO, fez um balanço da manifestação: “a manifestação é importante, pois acontece em uma semana de polarização com a declaração do presidente Lula. Houve também o pronunciamento do governo chinês que apoiou a luta armada da resistência palestina, coisa que nós do PCO sempre defendemos para promover a derrota dos genocidas. Também queria aproveitar a oportunidade para destacar um acontecimento muito importante: a volta do companheiro Rui Costa Pimenta ao Brasil, que volta do Catar de uma série de reuniões com o Hamas e outras organizações. Amanha ele tornará isso público, irá mostrar o que realmente está acontecendo na Palestina.”

Apesar da convocação diferenciada, o ato não foi maior que a média das últimas manifestações e devido ao tamanho e à chuva, os manifestantes não saíram em passeata. O PCO formou novamente o maior bloco do ato e se destacou na manifestação, principalmente com a batucada da Bateria Zumbi dos Palmares. O Partido também levou o seu próprio carro de som de onde todas as falas poderiam ter sido feitas, um microfone aberto democraticamente a todos que quisessem fazer sua intervenção.

A esquerda pequeno-burguesa, no entanto, não estava de fato preocupada com a defesa da Palestina, mas sim com picuinhas de oportunistas.

PSTU e grupelhos da esquerda tentam impedir PCO de falar

Durante a manifestação, o PSTU tentou utilizar o tradicional golpe da esquerda pequeno-burguesa: proibir as falas dos setores mais combativos no seu carro de som, o alto-falante “oficial” do ato, por assim dizer. Fracassaram. A tentativa de golpe deu origem a uma confusão que durou cerca de uma hora. No fim, o carro de som controlado pelo PSTU não permitiu a fala do PCO, por isso Antônio Carlos Silva se pronunciou no carro de som levado pelo próprio PCO, como é possível conferir no vídeo abaixo:

“Todo mundo sabe que os materiais, os adesivos que foram usados nessa manifestação foram produzidos por nós do PCO e dos Comitês de Luta. Os cartazes, os panfletos, milhões de panfletos só nós produzimos. Aí chega um grupo de pessoas que quer fazer atos apenas para eles mesmos, que querem discursar apenas para eles mesmos, sob um comando de vigaristas e golpistas.

“Essa semana foi muito importante. Nós, que não apenas discursamos em ato, fizemos campanha, levamos ônibus para o Rio de Janeiro e fizemos um ato lá, no dia do G20. Hoje ainda está chegando o presidente de nosso Partido, voltando do Oriente Médio, da reunião do Hamas. Enquanto do outro lado faziam campanha contra a luta armada do povo palestino, nós não tivemos medo, saímos em defesa do Hamas e de todas as organizações de luta do povo palestino.

“Eu queria dizer aqui, eu fiz um acordo com o companheiro Kadri [da frente palestina]i, era para fazer um ato unificado, um ato com apenas um carro de som. Mas há pessoas que não respeitam. Só que eu queria deixar claro, nem na ditadura militar calaram a nossa voz! O Bolsonaro não calou a nossa voz! Não vai ser alguém do PSTU que vai calar a nossa voz!

“Estamos em um momento importante. O companheiro Lula saiu contra o genocídio. O que essas pessoas [que tentam nos censurar] não querem é a mobilização. Não queremos fazer esse ato de vigaristas com essa gente que apoiou o golpe contra o presidente Lula. Queria deixar claro, como direção do PCO: controlem esses vigaristas! Não queriam nem deixar falar os companheiros do PT. Quero fazer um convite a todos, amanha a partir das 14h o companheiro Rui estará voltando do Catar, onde se reuniu com a direção do Hamas e outros grupos da resistência palestina e fará uma exposição dos acontecimentos. Nós não estamos de brincadeira, não somos um grupo de faz de conta, estamos na luta em defesa dos palestinos.

“Queria dizer claramente, a rua não tem dono! Não aceitamos quando bandidos como o Boulos e o PSDB tentaram controlar a rua. Não aceitaremos a provocação dos moleques do PSTU. A luta do povo palestino é mais importante, por isso convido todos para amanhã. Vamos impulsionar a mobilização não só nos dias de ato, mas no dia a dia. Aqui nós somos de luta e ninguém vai calar o PCO!”

Um balanço do fim do ato

João Vitor Silva, da direção nacional do PCO, se pronunciou sobre o acontecimento: “esse ato que foi convocado nessa semana devido à fala do presidente Lula tinha um caráter muito importante, inclusive pelo pronunciamento que será feito amanhã pelo companheiro Rui sobre sua reunião com o Hamas. No entanto, um grupinho de pessoas ligadas ao PSTU e outros grupinhos que apoiam eles tentaram armar uma provocação para proibir que nós falássemos. Tentamos fazer um acordo de fazer um ato unificado, com um carro de som unificado. Mesmo assim tentaram arrumar um pretexto para nos impedir de falar, algo que não aceitamos. Isso é muito grave, pois quem mobiliza, quem faz os materiais, quem faz a campanha da Palestina no Brasil é o PCO. Ainda assim eles tentam nos impedir de falar. Já denunciamos isso e vamos denunciar mais uma vez. Não vamos aceitar que censurem o PCO. Vamos manter a campanha da Palestina nas ruas do Brasil”.

Antônio Carlos Silva também declarou ao Diário Causa Operária: “tivemos mais uma vez um clara provocação impulsionada pelo PSTU e por pequenos satélites do PSTU que não querem uma mobilização em defesa da Palestina. Nós acabamos de realizar um ato na reunião do G20, em todos os atos fazemos uma atividade democrática. No Rio de Janeiro, por exemplo, havia companheiros do PSTU e eles falaram em nosso carro de som, e os demais grupos também. Nós consideramos que os atos devem ser realizados com a democracia operária. Mas hoje tivemos a provocação ao tentarem censurar o PCO. Acredito que isso é algo menor, que só desmascara a conduta contrária à mobilização de pessoas que só querem fingir que estão lutando enquanto nós estamos a favor de uma verdadeira e ampla mobilização popular. Queria lembrar que amanhã Bolsonaro estará mobilizando e por isso nós da esquerda não podemos ficar apenas na Internet. Não basta se manifestar nas redes sociais a favor do presidente Lula, é preciso sair às ruas. A maneira de derrotar o bolsonarismo e o sionismo é a mobilização dos trabalhadores e da juventude e acho que estamos avançando nessa luta”.

Antônio Carlos fez questão de homenagear ao militante Irapuan Augusto Pedro, que faleceu na última sexta-feira (22): “por fim gostaria de deixar as homenagens ao companheiro Irapuan, que faleceu ontem, que com certeza estaria hoje conosco. Ele que participou de todas as atividades desse movimento de defesa da Palestina.”

Adeus, companheiro Irapuan

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