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Guerra na Palestina

Israelenses admitem que não há solução militar em Gaza

"Israel" é incapaz solucionar a questão palestina por meio das armas, mas não há outra solução

As opções militares como solução para a crise em Gaza, enfrentam críticas até mesmo das altas patentes militares de “Israel”. Em matéria publicada pelo portal Al Mayadeen, foi reportado que o antigo chefe do conselho de segurança israelense, Eran Etzion, descartou a possibilidade de atingir os objetivos políticos israelenses através da via militar. Sua crítica não se restringiu ao massacre em Gaza, se estendendo até uma possível incursão no Líbano.

Segundo Eran Etzion, as expectativas irreais do governo de Netaniahu geraram uma situação insolúvel. “Não é coincidência que o governo não tenha resolvido o problema do Hamas em Gaza depois de cinco meses”, disse o antigo chefe do conselho de segurança israelense.

De fato, a situação militar em Gaza se provou um “Vietnã 2.0” para as forças armadas israelenses. Após mais de cinco meses de massacres, o objetivo de erradicar o Hamas da faixa de Gaza se mostra cada vez mais distante. Os grupos de libertação nacional palestina conduzem uma luta encarniçada contra as forças de ocupação israelenses. Liderados pelo Hamas, a luta armada palestina vem ganhando corações e mentes por todo o mundo, apesar da incursão sionista, que soma mais de 30.000 palestinos mortos.

E não é para menos. O Hamas vem se preparando para esse confronto assimétrico durante longos anos. Sua infraestrutura crítica encontra-se espalhada por mais de 500km de túneis, que também acumulam mantimentos, armas e munições, segundo o Hamas. Isso significa que, apesar da destruição promovida pela força aérea israelense, apenas a infraestrutura civil foi comprometida, o que mais uma vez demonstra para o mundo o real objetivo israelense: o massacre palestino.

Sobre a expansão do teatro de operações para o Líbano, tendo em vista que o grupo Hesbolá age em apoio aos palestinos, realizando operações ao norte de “Israel”, Eran Etzion disse: “Não há guerras curtas, nem ao Norte [Líbano], nem no Sul [Gaza], e não há soluções puramente militares para nossos problemas, nem no Norte nem no Sul”

Ele não é o único a esposar tal posição. No mundo inteiro, analistas militares apontam que o objetivo político israelense não será atingido através da via militar. No Brasil, destaca-se que, apesar dos comentadores da imprensa burguesa buscarem encobrir a verdade, especialistas independentes, como o Comandante Robinson Farinazzo, trazem uma perspectiva objetiva sobre o assunto.

As pressões internacionais e nacionais se acumulam sobre o gabinete de Benjamin Netaniahu para um cessar-fogo. No último sábado, mais um protesto tomou conta das ruas de Telavive demandando que o governo israelense aceite negociar um cessar-fogo para a libertação dos reféns capturados em outubro. Lembrando que, desde o início da incursão punitiva israelense, mais de setenta reféns já foram mortos pelos bombardeios de Israel, segundo o Telegram do Hamas.

O problema que se coloca, no entanto, está além da “erradicação” do Hamas, proposta por “Israel”, ou a libertação de algumas poucas centenas de israelenses. A verdade é que o enclave sionista não logrou, se quer, uma vitória conclusiva sobre os grupos de libertação nacional da Palestina desde outubro, mas já estuda a possibilidade de uma operação no Líbano. Para todos os analistas que merecem sua titulação, qualquer operação de “Israel” no território do Líbano, demarca a derrocada final do Estado sionista, além de uma arriscada possibilidade de conflagração de todo o Oriente Médio.

Se “Israel” está sofrendo com altíssimas perdas humanas e materiais para a captura de Gaza, defendida por uma força irregular de um território sem Estado e sem forças armadas profissionais, o que esperar de uma incursão semelhante num Líbano onde as forças do Hesbolá são mais bem equipadas e numerosas que as forças armadas libanesas? Como bem apontou o Cmt. Robinson Farinazzo:

A guerra em Gaza, ela teve o mérito de acabar com a lenda da superioridade militar Israelense

Se “Israel” iniciou a incursão na Palestina como uma “vítima” aos olhos de muitos desinformados ao redor do mundo, hoje é quase unanimidade que as ações de “Israel” em Gaza configuram genocídio. Essa mudança na opinião pública global se deu, fundamentalmente, porque vivemos em uma era de descentralização das capacidades de compartilhar informações, onde a Internet assume um relevo social antes monopolizado pela imprensa corporativa. Os protestos observados na Europa, EUA e até mesmo em “Israel”, degradam ainda mais qualquer esperança em uma saída puramente militar para os problemas israelenses. Aliás, a única forma de uma solução militar resolver a questão palestina, é com a realização de um verdadeiro genocídio, que limpe etnicamente a região, impedindo o surgimento de novos grupos de resistência, resultado direto da própria política colonial israelense.

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