África do Sul

Chanceler sul-africana denuncia ameaças de agentes sionistas

Chanceler sul africana é mais uma vítima das ameaças e perseguição dos sionistas

Naledi Pandor

Na última quinta-feira (8), durante uma coletiva de imprensa realizada na cidade do Cabo, na África do Sul, junto ao ministro de Segurança Pública, Bheki Cele, a ministra das Relações Exteriores, Naledi Pandor, afirmou que ela e sua família vêm recebendo mensagens com ameaças de morte desde que a África do Sul apresentou na Corte Internacional de Justiça (CIJ) uma representação contra Israel por crime de genocídio perpetrado contra os palestinos da Faixa de Gaza.

Além da denúncia de ameaça, a chanceler também relatou ao mundo o quanto esse tipo de ação é comum de acontecer por parte do serviço de inteligência israelense, o Mossad, que sistematicamente atua ameaçando pessoas de destaque que se coloquem contra o genocídio na Palestina. 

Senti que seria melhor se tivéssemos mais segurança. Mas o que me preocupa mais é a minha família, porque em algumas mensagens nos meios de comunicação social os meus filhos são mencionados, etc., mas isto é normal. Os agentes israelitas, os serviços secretos, é assim que se comportam e procuram intimidar-nos, por isso não nos podemos deixar intimidar.”

A chanceler sul-africana afirmou que não deixará se intimidar diante das ameaças dos sionistas que tentam calar as vozes daqueles que denunciam as suas barbaridades:

“Não podemos ficar de braços cruzados. Temos de estar com eles. E penso que uma das coisas que não podemos permitir é a falta de coragem. É extremamente importante que continuemos com isto. Falamos com o povo sul-africano; eles compreendem porque é que tomamos este rumo moral”, “Não devemos fazer uma pausa. Não devemos ter medo. Com o apoio do povo da Cidade do Cabo e de toda a África do Sul, acredito que teremos a força para levar a cabo esta tarefa tão importante”.

Modus operandi dos sionistas

Como bem denunciado pela ministra sul-africana, os sionistas sistematicamente lançam mão de ameaças aos seus opositores.

Aqui no Brasil, os próprios militantes do Partido da Causa Operária já foram vítimas desse tipo de ameaça no momento em que o partido passou a declarar nos atos públicos em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro o seu apoio incondicional ao Hamas.

Também é notório o caso do jornalista Breno Altman, judeu e militante do Partido dos Trabalhadores, que vem sendo intensamente perseguido pela defesa que faz do povo palestino.

Em mais um caso escandaloso de perseguição pelos sionistas, o ex-vocalista da banda Pink Floyd, Roger Waters, foi demitido da gravadora alemã BMG devido ao seu posicionamento firme em defesa da Palestina.

Também a atriz norte-americana Susan Sarandon foi demitida da agência que gerenciava a sua carreira, UTA Agency, pela mesma razão que demitiram Roger Waters.

Até mesmo o presidente Lula foi intensamente assediado desde que o Brasil decidiu assinar a representação sul-africana contra o estado de Israel, quando um grupo de cerca de mil e quinhentos empresários sionistas, dentre eles a “queridinha” da esquerda Luiza Trajano, do Magazine Luiza, assinaram um abaixo-assinado para exigir que a diplomacia brasileira retirasse o apoio à moção sul-africana.

No entanto, a ministra Naledi Pandor está correta, é preciso resistir à pressão criminosa dos sionistas.

É preciso continuar denunciando o genocídio que Israel comete contra os palestinos, não é possível deixar se intimidar, não só a vida do povo palestino depende dessa atitude de coragem, como também o futuro de toda a humanidade. Não é possível deixar que um crime do tamanho daquele que está sendo cometido em Gaza seja assistido pelo mundo de forma pacífica e continue permanentemente impune.

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