Atos do dia 29

Vitória do movimento da Palestina contra o sectarismo

Manifestação em São Paulo representou uma vitória contra a pressão que a burguesia faz para impedir o crescimento do movimento no Brasil

Nessa quarta-feira (29), na ocasião do Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino, foram feitos dezenas de atos ao redor de todo o País.

Como sempre, a militância do Partido da Causa Operária (PCO) e dos Comitês de Luta marcaram presença nas manifestações, destacando a importância da mobilização popular para a luta da Palestina e a bravura dos combatentes do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas, na sigla em árabe) e de demais movimentos de luta armada.

Confira, abaixo, como foram os atos em algumas das capitais mais importantes do Brasil:

São Paulo

O ato de São Paulo é, como sempre, o ato mais importante de todo o País. Não só por seu tamanho, como também pela importância que a cidade tem para a política nacional.

Apesar do dia chuvoso, centenas de pessoas compareceram à Avenida Paulista, no Vão do MASP, para lutar em defesa da Palestina. As condições climáticas, bem como o dia escolhido para a manifestação, definitivamente atrapalharam para que ela fosse maior. Mesmo assim, ainda representou uma vitória para o movimento de luta do povo palestino no Brasil. Henrique Simonard, dirigente nacional da Aliança da Juventude Revolucionária (AJR) e do PCO, afirmou que o “resultado do ato foi muito positivo”, parabenizando aqueles que estiveram presentes.

“Hoje, apesar da chuva, que impediu algumas pessoas de virem, atrapalhou um pouco a passeata, o ato foi muito bom. Mesmo na chuva, as pessoas não perderam o ânimo de estar aqui em mais uma manifestação em defesa do povo palestino. Teve gente que veio do interior, sendo que hoje é dia de semana, o pessoal trabalha. Não podemos sair das ruas enquanto não vier a derrota do Estado de Israel e a vitória dos palestinos”, disse ao Diário Causa Operária (DCO).

João Jorge Pimenta, membro da Executiva Nacional do PCO, compartilhou o mesmo balanço de Simonard. “Tivemos uma manifestação que, ainda que pequena, cumpre o seu papel. Vamos ver como serão os próximos passos do movimento”, afirmou Pimenta, caracterizando o ato desta quarta-feira como “uma vitória muito importante”.

Ambos os dirigentes revolucionários destacaram que o mais importante de toda a manifestação foi o fato de que o sectarismo que estava presente no movimento começou a ser quebrado.

“O ato de hoje foi uma vitória muito importante porque, em primeiro lugar, conseguimos acabar com tendências sectárias no interior do movimento que queriam dividir as manifestações. Conseguimos, finalmente, uma unidade com base na democracia operária, onde todas as forças falam e falam o que pensam, sem censura”, afirmou Pimenta.

A utilização do carro de som que o PCO e os Comitês de Luta trouxeram para o ato mostrou essa unificação:

“O pessoal que trouxe um carro de som, infelizmente não conseguiram trazer um que funcionasse, então nós cedemos nosso carro de som. Acredito que fizemos uma coisa muito importante, nós que já fomos censurados nesse movimento mostramos que não queremos censurar ninguém. Teve gente que falou até defendendo a Ucrânia – o que não gostamos, não concordamos -, mas deixamos falar. Nunca impusemos nenhuma condição contra ninguém. Isso é um exemplo da democracia operária. Isso é muito importante porque começa a acabar com esse sectarismo que é muito danoso para o movimento em defesa da Palestina”, disse João Pimenta.

Ao mesmo tempo, essa unificação está derrotando também a censura que a burguesia tenta impor contra os atos, pressionando a esquerda para que não defenda a luta da resistência armada palestina.

“Foi falado de maneira muito mais aberta sobre os grupos de defesa armada da Palestina, o Hamas, a Jiade Islâmica, a FPLP, o Hesbolá. O pessoal falou mais alegremente sobre isso. Nota-se que estamos derrotando a censura dentro da direita, que a direita inclusive impõe e que uma parte da esquerda aceita”, disse Simonard.

Em relação à participação do PCO, o ato também foi um sucesso absoluto. O Partido montou sua tradicional Loja, trazendo produtos novos da resistência armada palestina como botons e bandeiras do Hesbolá, da Jiade Islâmica e da FPLP.

Além disso, foi em peso com sua Bateria Zumbi dos Palmares, agitando o ato do início ao fim.

O PCO também trouxe milhares de materiais em defesa da Palestina, como panfletos, cartazes e adesivos que foram amplamente distribuídos. Sem contar no jornal Causa Operária, amplamente vendido na manifestação. “Pegamos dezenas de contatos, distribuímos muitos panfletos, centenas de jornais, adesivos. A recepção foi muito boa”, afirmou Uriel Roitman, dirigente nacional do PCO e da AJR.

Roitman, concordando com as avaliações anteriores, comentou sobre o bloco do Partido e sobre a organização da intervenção da organização trotskista no ato:

“O bloco do PCO, que era o mais animado, o mais combativo, trouxe bateria, faixa, milhares de materiais. E mostrou que, nessa luta, defender a resistência armada, de fender o Hamas é defender a Palestina. Tanto é que mesmo organizações que não defendiam [o Hamas] passaram a defender. Sempre que se dizia Hamas, sobre a vitória da resistência armada se comemorava.”

O ato em São Paulo foi completamente televisionado pela Causa Operária TV (COTV). Você confere a transmissão na íntegra por meio do link abaixo:

Rio de Janeiro

Na capital carioca, o bloco do Partido da Causa Operária foi, de longe, o mais organizado. É isso que Vinícius Rodrigues, da direção estadual do Partido, afirmou a este Diário.

“O ato aconteceu na Candelária e começou às 16h. Fomos o primeiro a chegar, nossa participação foi a mais organizada de todas. Éramos os únicos com tenda, com mesa, materiais da Palestina. A Bateria Zumbi dos Palmares foi, também, a única bateria do ato, que deu vida ao ato. Infelizmente, o ato estava menor do que o último, mas, em relação ao impacto que nosso bloco causou, com certeza foi o mais importante”, disse Vinícius.

Quando o ato saiu da Candelária, a Bateria Zumbi dos Palmares deu o tom do bloco do PCO e dos Comitês de Luta, puxando palavras de ordem como a emocionante “Ôoo, em 79 foi o Irã, em 2000 o Hesbolá, em 21 o Talibã, agora é hora do Hamas. Ôoo, Hamas olê olê olê Hamas olê olê olê”.

Rodrigues também comentou sobre a atuação da esquerda na manifestação, destacando a defesa que o Partido fez dos grupos de resistência armada palestinos.

“Algo que aconteceu foi que setores da esquerda ficou atacando o Lula, utilizando as reivindicações do povo palestino para isso. Entretanto, isso ficou ofuscado por conta de nossa participação, que se destacava no ato […] Os militantes do PCO defenderam abertamente o Hamas, denunciaram a farsa do 7 de outubro, afirmando que foi o próprio Estado de Israel que massacrou seus civis”, afirmou.

 

Recife

A intervenção do PCO em Recife também foi grande. O Partido participou da manifestação na capital pernambucana com sua Bateria Zumbi dos Palmares e a Loja do PCO, além de centenas de cartazes, panfletos e jornais em defesa da Palestina.

Victor Assis, dirigente nacional do PCO, em sua intervenção, destacou como a trégua firmada entre o Hamas e Israel é uma vitória da luta armada do povo palestino, exaltando a atuação verdadeiramente heroica dos grupos que estão na linha de frente na Faixa de Gaza.

“[A trégua] é uma conquista do Hamas, esse grupo bravo que é tão difamado pela imprensa golpista, pela imprensa capitalista que não tem coragem de dizer que quem matou os israelenses no dia 7 de outubro foi o próprio exército de Israel”, afirmou Victor. Confira sua intervenção completa abaixo:

Ao final do ato, os manifestantes ainda queimaram uma bandeira de Israel e uma bandeira dos Estados Unidos. Veja:

Brasília

Em Brasília, o balanço já não foi tão positivo, pois a manifestação foi muito pequena. 

“O ato, que aconteceu na praça do Museu da República, teve pouca participação. Tivemos, no máximo, 100 pessoas, foi um ato muito pequeno apesar de ter várias organizações presentes. Estavam lá representantes do PT, do PSOL, do PCdoB, do PSTU. Mas, mobilizar a base para que houvesse um verdadeiro ato, uma verdadeira mobilização, isso não aconteceu”, afirmou Ricardo Machado, dirigente nacional do PCO e do sindicado dos bancários em Brasília, ao DCO.

Além disso, representantes de organizações palestinas e árabes no geral, bem como famílias palestinas, também marcaram presença.

“Uma coisa que chama atenção é que nós, no carro de som, fomos a única organização que defendeu o Hamas. Ninguém falou nada sobre a questão do Hamas, é o discurso ‘em defesa do povo palestino, contra o genocídio’, mas ninguém fala no Hamas. Apenas nós, do PCO, falamos em defesa do Hamas e da vitória que aconteceu agora na Faixa de Gaza, que é consequência da luta armada do povo palestino contra o Estado sionista, genocida de Israel”, afirmou

A militância do PCO, por sua vez, trouxe, junto aos Comitês, cartazes e adesivos denunciando o massacre que Israel está cometendo na Faixa de Gaza. Ademais, estavam vestindo camisetas do Hamas, mostrando a importância da defesa do movimento de luta armada palestino.

Curitiba

Em Curitiba, os manifestantes trouxeram uma bandeira grande da Palestina, mostrando sua solidariedade. O PCO participou com as bandeiras do Partido, bem como com botons e faixas em defesa da luta dos palestinos

 

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