Um programa de luta

Um programa para os bancários como instrumento de luta

Para combater os banqueiros, a categoria bancária deve ter um plano de luta que unifique não só os bancários, mas os demais trabalhadores

lucro bancos

A categoria bancária, com o golpe de Estado de 2016, através da farsa do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, com o golpe da prisão ilegal do Lula, que teve como consequência a elevação de status de presidente do Brasil o golpista Jair Messias Bolsonaro, vem desde aquele período comendo o pão que o diabo amassou nas mãos dos banqueiros reacionários e seus representantes nas instituições do Estado.

Terceirização, demissão em massa, fechamento de centenas de agências e dependências bancárias, arrocho salarial, descomissinomentos, transferências compulsórias, são algumas das medidas de ataques à categoria, implementadas pela direita reacionária no último período.

Nesse sentido, para combater os representantes desse setor, o mais parasitário da economia nacional, é necessário que os bancários tenham um plano de lutas que unifique não só a categoria bancária, mas o conjunto dos trabalhadores do País num só combate, principalmente contra a tentativa de mais um golpe (a eleição do Lula não derrotou de vez o regime golpista de 2016, como se viu no dia 08 de janeiro com a manifestação dos bolsonaristas, arquitetada pelas Forças Armadas, principalmente pelo Exército Nacional) e, lutar por uma pauta de reivindicações fundamentais para os trabalhadores e, especificamente para os bancários, dentre elas, algumas como:

Escala Móvel de Salário. Em época de inflação alta, como a atual, não há como suportar um longo período sem reajustes. O reajuste deve ser mensal, automático, de acordo com o aumento do custo de vida.

Reposição integral das perdas salariais. Os bancários, assim como o conjunto dos trabalhadores, vêm sofrendo, nos últimos anos, uma redução brutal de salários através do congelamento salarial e pelas migalhas oferecidas nas campanhas salariais.

Estabilidade no Emprego. Entre os mais graves problemas da categoria bancária estão as demissões. Somente no período da pandemia, 36 mil bancários perderam os seus empregos. Enquanto os banqueiros auferem lucros astronômicos, alegam “dificuldades financeiras”, “exigências da modernização”, “recessão…

Além disso, há a rotatividade da mão-de-obra: 80% dos funcionários do Bradesco, Itaú/Unibanco e Santander não chegam a permanecer mais que três anos, em média, no trabalho e, nesse sentido, é mais que necessário lutar pela estabilidade no emprego.

Congelamento de preços sob o controle dos trabalhadores. Essa é a forma de controle dos trabalhadores sobre as empresas e visa proteger o conjunto da população contra a política dos empresários de repassar todo e qualquer aumento ou despesa (impostos, seguros, etc.) para os consumidores.

Isenção do Imposto de Renda para os assalariados. Salário não é renda, mas a remuneração equivalente a uma pequena parte do que produzimos e do que propiciamos de lucro aos patrões. Como remuneração de parte do trabalho que realizamos, não pode ser taxada.

Não ao pagamento da dívida. A solução de grande parte das reivindicações dos trabalhadores depende da solução radical do problema da Dívida Pública. A dívida em nada contribui para o desenvolvimento nacional, para não falar do bem-estar da população, é uma extorsão feita pelos países imperialistas, um verdadeiro ataque à soberania nacional brasileira.

Reestatização da Eletrobrás e da Petrobrás. Retomar tudo que foi roubado do povo brasileiro, um patrimônio construído com o sangue e o suor dos brasileiros que foi doada para os tubarões estrangeiros.

Estatização do Sistema Financeiro.

Esses, e outros demais pontos, são parte de um programa para que a categoria bancária, conjuntamente com as demais categorias, tenha um rumo claro para o próximo período, para que atuem com uma clara consciência dos interesses comuns a todos os trabalhadores.

Nesse sentido precisamos deixar claro que, somente através das mobilizações nas ruas os trabalhadores derrotarão a sanha reacionária da direita golpista e dos patrões.

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