Valéria Guerra

Historiadora, artista (atriz) sob DRT 046699-RJ. Jornalismo UMESP-SP, término neste ano corrente. Bióloga e professora da Rede Estadual do Rio de Janeiro. Colaboradora textual do Site Brasil 247 há 4 anos. Escritora com livros publicados e textos para inúmeras Antologias, inclusive concursos de textos teatrais. Mestrando em psicologia da Educação. Escreveu o livro “Eu preciso de um Hulk” que se transformou em peça homônima

SOCIEDADE ESTAGNADA

Um pouco de ar, por favor! Neste “criadouro de desiguais”

A desigualdade é um desequilíbrio que condena o Homo sapiens a morrer antes do tempo “determinado" pela genética.

A desigualdade é um desequilíbrio que condena o Homo sapiens a morrer antes do tempo “determinado’ pela genética.

A assimetria social é nacional e internacional. Até mesmo na industrializante Inglaterra: a secular desigualdade fez seu ninho, podemos observar tal fato em figuras e personagens como o vendedor de seguros George Bowling, alguém que veio à tona através da intuição, de tipos que analisam e criticam habilmente o status quo, através da arte literária.

A vida inspira a ficção e vice-versa, e a mediocridade ou invisibilidade encravada no coração da alma dos indivíduos planejadamente subalternos gera uma cadeia de hierarquização (debochada) pela volúpia dos dominadores da Terra.

“A injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à Justiça por toda parte” esta frase fora dita por uma vítima da desigualdade: Martin Luther King, assassinado por ter um sonho: “Tenho um sonho que um dia todos os vales serão elevados, todas as montanhas e encostas serão niveladas; os lugares mais acidentados se tornarão planícies e os lugares tortuosos se tornarão retos e a glória do Senhor será revelada e todos os seres a verão conjuntamente”. Essa é a nossa esperança.

Mas, o nosso personagem (Senhor Bowling) que vendia seguros na Inglaterra dos anos de 1940 foi forjado por Eric Arthur Blair, ou se quiserem George Orwell,o tal passou seus percalços: “por isso, muitas características de sua vida pessoal parecem ser trazidas à tona, principalmente a relação do homem com a guerra e seus efeitos, principalmente findado o trágico conflito”.

Esta história me tocou profundamente, principalmente por trazer uma persona interessante, afinado com a observação das mazelas do mundo. A visão de Orwell é tremendamente lúcida: sobre a extensa maioria das pessoas, ou seja, medíocres, irrelevantes e fadadas ao esquecimento. O escritor de 1984 e Revolução dos Bichos, encontra subsídios na milenar desigualdade para ressaltar a trajetória dos criadouros de desiguais, expressão criada por mim recentemente.

Umberto Eco, filósofo e escritor, nos brinda com a obra “Fascismo Eterno” e nela faz uma distinção entre Resistência e Libertação, entre fascismo e fascismo fuzzy. São visionários, como ( Orwell e Eco) que fazem da intelecção um passaporte para a cautela; na lida com o imperialismo causador da mediocridade gerada nas entranhas do poder do compadrio.

Haver tantas dificuldades diante da regência de um mundo, que aparenta caminhar a passos largos para a multipolaridade, significa que do ponto de vista da evolução sociológica, o gênero Homo, ainda não projeta nada de novo no front, especialmente por perceber que existem milhões de “Georges Bowling”, usando dentaduras, e milhões de “Martins Luther King” sendo assassinados pelo simples fato de terem o sonho da igualdade.

E dito isso, acrescento, rogando ao sistema viciado: “Um pouco de ar, por favor!”, também fazendo alusão e homenagem ao livro do jornalista e escritor indiano, que foi residir na Inglaterra com um ano de idade: George Orwell.

* A opinião dos colunistas não reflete, necessariamente, a opinião deste Diário

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