Greve do funcionalismo

SP para hoje contra privatizações e ataques aos serviços públicos

O motivo da paralisação é a luta contra as privatizações e contra os cortes de verbas na educação

Os trabalhadores de São Paulo realizam uma greve nesta terça-feira (27) contra as privatizações realizadas pelo governador bolsonarista Tarcísio de Freitas, um neoliberal que quer implementar uma política de terra arrasada no estado mais rico do país. A greve está sendo convocada pelos trabalhadores metroviários, ferroviários, professores, da área do saneamento, da saúde, entre outras categorias.

É uma luta de toda a classe operária de São Paulo e por isso não deve se reter apenas às categorias envolvidas na greve. Todos devem se fazer presentes na mobilização, principalmente no ato de rua unificado. A concentração da manifestação acontecerá na Alesp, às 15h, na entrada da avenida Sargento Mário Kozel Filho. O Partido da Causa Operária (PCO) estará presente com seu bloco para fortalecer ao máximo essa mobilização, se concentrando às 14h no mesmo local.

Segundo Antônio Carlos Silva, dirigente do PCO e Corrente Sindical Causa Operária (CSCO), “o motivo da paralisação é a luta contra as privatizações e contra os cortes de verbas na educação”. Ele, que é professor e atua no sindicato dos professores estaduais (APEOESP), ainda disse que o “o governo sentiu o golpe decretou ponto facultativo, tanto o governo estadual quanto o prefeito da capital [Ricardo Nunes]”.

Antônio Carlos denunciou ao Diário Causa Operária que “a Justiça está agindo, votando resoluções contra os sindicatos para obrigar que os trabalhadores comparecem em até 85%”. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou que 80% dos funcionários da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) devem trabalhar no horário de pico (das 6h às 9h e das 16h às 19h), e 60% do efetivo nos demais períodos, durante a greve da categoria. Mesmo assim, ele diz que “tende a ser uma mobilização grande”. 

Antônio Carlos também afirmou que “o problema central é a continuidade da mobilização”, defendendo que as mobilizações continuem até a conquista das reivindicações dos trabalhadores. “Estamos defendendo que haja a convocação de assembleias das categorias para votar a continuidade dessa mobilização”, afirmou o dirigente da CSCO. Antônio Carlos foi candidato a Senador pelo PCO em 2022.

Boletim publicado, em 24 de novembro, pelo “Educadores em Luta”, organização de professores da CSCO, afirma que o governador Tarcísio Freitas e o prefeito Ricardo Nunes “seguem a política dos governos do PSDB de destruição dos serviços públicos e de privatizações”.

“O governador encaminhou à Assembleia Legislativa proposta de privatização da Cia. de águas e esgoto (Sabesp) em meio aos apagões que a cidade vem sofrendo por conta da privatização da empresa da eletricidade (hoje Enel) e da redução dos gastos com a educação, que podem tirar R$10 bilhões do setor. Também demitiu metroviárias depois da última greve e mantém um verdadeiro assédio contra os professores e todo o funcionalismo, além de brutal arrocho salarial”, diz a publicação.

Sobre Ricardo Nunes, Educadores em Luta diz que ele “está buscando impor um conjunto de medidas repressivas na educação por meio da chamada ‘São Paulo Integral’, passando por cima das decisões dos Conselhos de Escola e desrespeitando, inclusive, a legislação municipal e buscando impor uma ditadura nas escolas”.

De acordo com o boletim, o projeto São Paulo Integral “segue, em linhas gerais, o desastre pedagógico da escola em tempo integral da rede estadual, impondo a permanência dos alunos dentro das unidades escolares por mais de 8 horas seguidas. O governo municipal se utiliza da histórica reivindicação da educação para impor um projeto sem as condições mínimas para receber os estudantes: falta espaço físico adequado, assim como tempos para realização de propostas pedagógicas, falta de funcionários do quadro de apoio para o atendimento ao aumento da demanda etc.”.

Ainda, aponta que “como acontece nas escolas estaduais, a revolta da comunidade escolar é geral, pois tal situação mexe com as rotinas familiares e de trabalho de pais, mães e responsáveis, tirando também muitas crianças do convívio familiar e criando obstáculos para os jovens que precisam trabalhar”.

Ressaltando a proposta já comentada por Antônio Carlos, o boletim defende “a realização de assembleias e piquetes unificados” para “colocar dezenas de milhares de trabalhadores nas ruas e avançar para uma greve geral por tempo indeterminado do funcionalismo e dos trabalhadores das estatais para obrigar o governo a recuar e atender às reivindicações dos trabalhadores”.

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