Bolsonarismo ganha força

Senado: bolsonaristas avançam sobre o governo Lula

Apesar da derrota eleitoral os bolsonaristas avançaram, deixando claro que o governo Lula terá muita dificuldade para fazer os seus projetos sociais e econômicos avançarem na casa.

A eleição no Senado ocorrida nessa quarta-feira (1º) serviu para demonstrar a força que o bolsonarismo possuí no interior do parlamento brasileiro. Apesar da vitória de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), apoiado pelo governo Lula, o bolsonarismo conquistou um importante avanço sobre o governo eleito.

O candidato bolsonarista, Rogério Marinho (PL-RN), disputou de forma acirrada com Rodrigo Pacheco, representante de setores da direita nacional e apoiado pelo governo Lula. Nas vésperas da votação, os números divulgados na imprensa indicavam que a disputa se daria por 2 ou 3 votos de diferença. No período da manhã, Pacheco possuía uma diferença mínima contra seu adversário, tendo 42 votos prometidos contra 39 de Rogério Marinho, outros levantamentos indicavam que havia ao menos 10 integrantes considerados “indecisos” que poderiam de uma hora para outra votar em um dos candidatos.

Independente do resultado, a votação já demonstrava um expressivo avanço dos bolsonaristas sobre o governo Lula. A imprensa burguesa destacou que os integrantes dos poderes da República acompanhavam intensamente as articulações e promessas dos parlamentares. Mesmo com a eleição de Pacheco, as tendências expressas no dia da votação já demonstraram que o resultado serviria para expressar a força do bolsonarismo contra o governo.

Rogério Marinho foi apoiado por, além do próprio PL, por senadores do PP, Republicanos e inclusive do “democrático” PSDB, como também por setores do PSD. No caso dos tucanos e de sua filial, o PSD, a votação reforçou o problema de que o principal partido da “terceira via” na realidade é um partido ligado diretamente com o próprio bolsonarismo. Apesar de possuir interesses próprios, ligados ao imperialismo, grande parte dos integrantes do PSDB já deixaram claro, em diversas oportunidades, que entre Lula e Bolsonaro, a extrema-direita prevalece em todos os casos.

As eleições inclusive representam a dificuldade que o governo Lula tem com o parlamento brasileiro. O fato de Pacheco ser o candidato apoiado pelo PT nas eleições do Senado já deixava evidente que em nenhum dos casos Lula seria de fato vitorioso do Senado. As opções eram ou a vitória de Pacheco e a “terceira via” por meio de acordos com o governo, ou a vitória do bolsonarismo, ambos na prática, oposições à Lula.

Além do governo Lula, a vitória de Marinho desde já representava uma ameaça ao próprio STF, que tinha como receio principal a ação do senador contra os ministros da Corte, levando em conta que o PL possuí a segunda maior bancada do Senado. 

O resultado de Pacheco, com 49 votos contra 32, foi um desempenho inferior a sua primeira eleição, quando disputou contra Simone Tebet e venceu de 57 a 21 votos. Os 49 votos, na realidade, representaram o quórum exato para a aprovação de Propostas de Emenda à Constituição (PECs) no legislativo, deixando claro a fragilidade da base governamental no Senado.

A vitória de Rodrigo Pacheco foi comemorada pelos diversos representantes da esquerda nacional como uma vitória da “democracia”. No entanto, vale relembrar que ele foi o candidato eleito pelo governo Bolsonaro como um dos principais representantes da burguesia na mesa de negociação com a base bolsonarista. Pacheco de democrata não tem nada, na prática sua vitória apertada serviu para comprovar a decomposição do centro político brasileiro.

Pacheco apenas foi eleito graças ao apoio do governo Lula e, mesmo assim, quase perdeu para o candidato bolsonarista que detém quase metade do Senado.

Por fim, apesar da derrota eleitoral os bolsonaristas avançaram, deixando claro que o governo Lula terá muita dificuldade para fazer os seus projetos sociais e econômicos avançarem na casa.

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