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Análise de 3ª

Rui Pimenta comenta sobre Enel, GLO, ENEM e Palestina

Confira alguns destaques da Análise de 3ª dessa terça-feira (7)

“Estamos vendo um colapso da energia elétrica no Brasil”. É o que pensa Rui Costa Pimenta, presidente nacional do Partido da Causa Operária. A declaração foi dada durante a última edição do programa semana Análise da 3ª, transmitido pela Rádio Causa Operária, que foi ao ar no dia 7 de novembro.

Na ocasião, Rui Pimenta comentou o escândalo da concessionária de energia Enel, que dedicou duas milhões de pessoas sem luz no estado de São Paulo. Para Pimenta, há duas vertentes para esse colapso. O primeiro é a privatização – “o melhor negócio do mundo”, disse o presidente do PCO, em que “você ganha a empresa pronta, depois de ter sido construída por muito tempo de trabalho da população brasileira”. A privatização, além disso, ainda traz o problema do monopólio, que permite a empresa cobrar o preço que quiser do cidadão.

O presidente do PCO afirmou que, diante do escândalo, era necessário discutir a necessidade da reestatização, uma vez que “esse não será o último caso”.

Outro problema da privatização está no fato de as empresas não investem na geração de energia elétrica – são todas empresas de transmissão de energia. “Elas não investem um único centavo nisso”. À medida que a população cresce e a atividade econômica se intensifica, cresce também a necessidade de geração de energia elétrica. “Nós temos que lembrar que, no Chile, a população enraivecida tocou fogo no prédio da empresa de energia local”.

Saindo da discussão sobre a Enel, Rui Pimenta então comentou sobre a. primeira fase da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), realizado dia 5 de novembro. Está havendo muita discussão sobre o caráter ideológico das perguntas. “É complicado”, disse Pimenta. “Porque coloca o estudante em uma posição difícil. Primeiro precisa conseguir entender todo esse espaguete retórico que colocaram”. Além disso, “se você tem que responder de acordo com uma crença, então não é uma questão objetiva”.

Para o presidente do PCO, a esquerda está abrindo o caminho para que a direita futuramente, caso venha a dominar dos órgãos da Educação, estabeleça um regime ditatorial, doutrinando a população.

Outro tema de política nacional comentado por Rui Pimenta foi o decreto do governo Lula autorizando uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em portos e aeroportos. “É uma decisão, além de reacionária, politicamente perigosa”, disparou Pimenta. “No final das contas, é reacionária porque estabelece o princípio da intervenção das Forças Armadas nos assuntos civis”. Ao mesmo tempo, seria politicamente perigosa porque a medida “prepara um golpe de Estado”. O presidente do PCO lembrou que foi durante a intervenção militar no Rio de Janeiro, durante o governo de Michel Temer, que foi projetada a figura de Walter Braga Netto, general que concorreu como candidato a vice-presidente ao lado de Jair Bolsonaro (PL).

Ao criticar o caminho equivocado tomado pelo governo, Rui Pimenta também aproveitou para criticar os ministros identitários. “A gloriosa Anielle Franco conseguiu a façanha de não falar uma única palavra sobre a situação da Palestina. Ela é ministra da Igualdade Racial e está vendo um dos escândalos de racismo mais absurdos da história do mundo, que acontece desde 1945 pelo menos”. Silvio de Almeida, ministro dos Direitos Humanos, por sua vez, “esperou matarem 10.000 pessoas, 4.000 crianças para se pronunciar”.

O primeiro assunto de política internacional discutido no programa foi o referendo que o governo de Nicolás Maduro está chamando para anexar um território em disputa com a Guiana desde 1845. Recentemente, descobriu-se uma grande quantidade de petróleo na região. “Esse território só não faz parte da Venezuela por causa do imperialismo”, declarou Pimenta. “Eles ficam montando esses enclaves, dividindo os países, jogando um setor da população mundial contra outra, um setor dentro de uma sociedade contra outro. Eles têm toda uma política criminosa que nós estamos vendo na Palestina, porque a monstruosidade da Palestina é um feito do imperialismo”.

Após a Venezuela, chegou a vez da Palestina, tema que ocupou a metade final do programa. Rui Pimenta destacou a importância da intervenção do PCO na defesa da Palestina no Brasil e denunciou a operação em curso para proibir a esquerda de defender as organizações armadas árabes.

Para ver em detalhes tudo o que foi discutido no programa, assista na íntegra a Análise da 3ª.

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