Análise de 3ª

Rui Pimenta analisa histeria em torno dos ataques às escolas

Lula demonstra estar à esquerda do restante do governo, se recusando a adotar uma política mais repressiva

Foi ao ar ontem (18) mais uma edição do programa Análise de 3ª, com Rui Costa Pimenta, na Rádio Causa Operária.

Logo de início, Rui comentou sobre os recentes posicionamentos do presidente Lula sobre a guerra na Ucrânia, em alinhamento com os BRICS e contrário à posição dos EUA. Ele ainda destacou o fato de Lula ter intervido na decisão do ministro Fernando Haddad de taxar as compras importadas pela internet, cancelando a taxação. Rui fala que foi uma decisão acertada e que as necessidades de arrecadação do governo não pode passar por cima das questões políticas. Disse ainda que essa taxação prejudica a vida de uma camada mais pobre da população, uma vez que 40% dos consumidores que fazem compras de até 50 dólares têm renda inferior a 4 mil reais. Pimenta ainda lembrou que o PT tem problemas com essa parcela da classe média que está sendo atraída pelo bolsonarismo e que precisa dar mais atenção às necessidades  dessa população. Afinal essas importações não afetam a indústria nacional ao mesmo tempo que penaliza setores da sociedade que ganha até 4 mil reais por mês e o montante de arrecadação não é significativo para a economia.

Rui em seguida passou a comentar sobre os chamados ataques às escolas, situação em que o presidente Lula disse que “não vamos transformar as escolas em prisão de segurança máxima”, criticando o “exagero” e falando investir na educação das crianças e outras questões sociais. Para Rui, isso confirma as previsões do PCO, para quem Lula teria a posição mais à esquerda no governo, que percebe a política em seu conjunto. Que e política do ministro da justiça Flávio Dino, por outro lado, tem sido a mesma do PSDB em São Paulo e outros estados onde eles governaram com intensa repressão

Em contraposição à decisão de Lula, no entanto, Alexandre de Morais, do STF, comenta que o modo de operação dos ataques às escolas segue o mesmo padrão dos ataques contra as urnas eletrônicas e contra a democracia instrumentalizado na invasão do Palácio, Congresso e STF no dia 8 de janeiro e por isso concorda com a posição de Flávio Dino de regulamentar as redes sociais. Rui refutou, destacando que “você pode falar isso nas redes sociais e pode falar em outros lugares”,  o que se quer de fato é utilizar o medo e a insegurança da população como motivo para censurar as redes sociais. Ele lembra que Alexandre de Morais é pessoa do PSDB e por isso é natural que tenha essa política repressiva, mas felizmente o PT não está indo por esse caminho.

Ainda sobre a questão nas escolas, Flávio Dino disse que eles derrubaram 756 perfis dedicados a reproduzir “o ódio” nas redes sociais e que efetuaram 225 prisões em 10 dias por ameaças e etc. Para Rui, trata-se de uma reação desproporcional e mal intencionada e isso não é novidade. 

Um dos apresentadores ainda levanta a possibilidade de haver uma super notificação já que Flávio Dino alegou que receberam cerca de 7 mil denúncias no ministério da Justiça. Rui compara a situação com os filmes onde uma cidade está tomada por criminosos e nesse caso questiona se o Brasil estaria nessa situação. Como se o Brasil estivesse com sete mil pessoas dedicadas ao crime de assassinatos em escolas, um crime muito específico; Ou seja, essas pessoas apontadas como “delinquentes perigosos” são adolescentes que não tem nada na cabeça e “reproduzem coisas idiotas nas redes sociais”, de modo que “uma simples campanha de informação seria suficiente para conter isso” diz Rui.

“Mas a intenção é muito visível de aumentar a repressão, se tivéssemos de verdade 7 mil criminosos, caberia uma sessão no congresso para discutir e encontrar uma solução. Está existindo a falta de realismo. Quem já estudou em uma escola já presenciou “que alunos tenham manifestado a intenção de explodir a escola, de matar professor, etc. isso é uma coisa comum no dia a dia de escolas. Isso se trata de um clima de histeria impulsionado pelo judiciário e por Flávio Dino particularmente”.

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