Análise Internacional

Rui e Farinazzo debatem situação na Ucrânia e reunião do G7

Na maior mesa redonda de política internacional da Internet desta semana, os comentaristas trataram da batalha de Bakhmut, da não-reunião de Zelensky com Lula e muito mais

Nesta semana, o programa Análise Internacional foi transmitido em horário excepcional. Foi ao ar na terça-feira (23), às 17:30, com apresentação de Henrique Áreas e Eduardo Vasco, e comentários de Rui Costa Pimenta e Comandante Robinson Farinazzo. O tema do programa desta semana foi a Ucrânia e a presença de Lula na reunião do G7. O programa é a maior mesa redonda sobre política internacional da Internet e pode ser acompanhado ao vivo pelo canal oficial do Diário Causa Operária no YouTube e pelo canal Arte da Guerra, na mesma plataforma.

Logo no começo do programa, foi abordada a questão da reunião de cúpula do G7, em Hiroshima, a qual o Brasil compareceu como convidado. Estava lá também o presidente da Ucrânia, Zelensky.

Sobre esse tema, o Comandante Robinson comentou que a cúpula do G7 foi lamentável. Para começo de conversa, Zelensky não deveria estar lá, ele deveria estar cuidando de seu país, que está em guerra. O presidente da Ucrânia compareceu à reunião apenas para pedir dinheiro para seus patrões imperialistas e para fazer uma cena com relação a Lula e deixá-lo numa situação difícil – cena essa que foi muito explorada pela imprensa. 

Farinazzo comentou também que Zelensky não tem capacidade de falar em paz porque ele não manda no processo que está ocorrendo em seu país, e na verdade, “não manda nada”. Ele acabou fazendo o que sabe fazer melhor, que é “papel de palhaço”. 

De um ponto de vista militar, Zelensky está numa situação complicada. Mesmo os analistas militares que procuram falsificar a situação a favor da Ucrânia já começam a observar que não há mais saída para a situação atual. Segundo a análise do Comandante, o ataque a Bakhmut teve um valor militar pífio e a quantidade de munição doada recentemente para a Ucrânia por toda a Europa, só é suficiente para 40 dias de conflito.

O presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, comentou que a reunião do G7 acompanha um “clima” geral de derrotas do imperialismo, e que tudo que o imperialismo tenta fazer não dá certo. Aparentemente, os planos do imperialismo eram que a reunião fosse uma oportunidade para reagrupar setores pró-imperialistas, fazer uma reunião entre Zelensky e Lula e outras coisas que acabaram falhando. Foi, em suma, um fiasco.

O comandante Robinson Farinazzo também fez uma análise sobre a batalha de Bakhmut, a mais longa de todo o conflito, tendo durado 277 dias – mais do que a de Mariupol. 

Farinazzo afirmou que é preciso tomar muito cuidado com as declarações dos russos e ucranianos sobre a guerra, não dando para realmente acreditar 100% em nenhum dos dois. Segundo a análise dele, a batalha de Bakhmut foi uma enganação desde o começo – a imprensa vivia dizendo que a Rússia não conseguia completar o cerco na cidade, deixando aberto um flanco a oeste. Segundo ele, isso parece ser mais uma manobra para servir de armadilha para os ucranianos, que jogaram suas melhores tropas para lá e acabaram massacrados. 

Ele também afirma que não via necessidade da Ucrânia fazer uma defesa tão encarniçada de Bakhmut, uma cidade que não tinha uma importância tão grande. Para Farinazzo, a arma que mais matou ucranianos nesta guerra não foi fabricada na Rússia, mas no Ocidente, esta arma foi a propaganda. Venderam para todos que seria um “passeio” ou um “safári de matar russos” para quem fossem lá e a realidade era muito distante dessa. O exército russo trata-se, segundo o Comandante, do exército mais poderoso da Europa. As perdas ucranianas foram muitas em Bakhmut e não há certeza de que eles possam repôr essas baixas.

Rui Pimenta comentou que concorda e que a situação da Ucrânia já está bastante delicada. Os ucranianos acreditaram que Bakhmut teria sido uma importante peça de propaganda para usar contra os russos, mas sofreram uma derrota catastrófica na cidade. Muitos já colocam que ali se processou uma destruição em massa dos recursos humanos e bélicos dos ucranianos por parte dos russos. 

Além disso, Rui também comenta que a própria OTAN já não dá mais indícios de que irá entrar com tudo o que tem nesse conflito. As próprias viagens de Zelensky estão dando a entender que os países imperialistas não estão mais dando conta do problema. Por causa disso, Zelensky está atrás de novos fornecedores de guerra. É um sinal de que tudo vai muito mal para a Ucrânia.

Outro sinal, este meio simbólico, é o envio de jatos de combate F16 norte-americanos, a serem enviados por outros países europeus, e não pelos próprios norte-americanos. Evidentemente isso não favorece tanto os ucranianos quanto pode parecer. Para operar tais jatos, é preciso um tempo de treinamento, custoso e demorado, coisa que os ucranianos não têm. 

O debate ainda passou por outros temas e os argumentos apresentados no vídeo são muito mais aprofundados. Para poder acompanhá-lo na íntegra, basta acessar o vídeo abaixo. O programa Análise Internacional vai ao ar todas as segundas-feiras às 17 horas, no canal oficial do Diário Causa Operária e no canal Arte da Guerra

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