PSOL

Repetindo a ideologia imperialista sobre a crise climática

Diretório do partido considera a política do clima divulgada pela ONU e pelas ONGs como a coisa mais importante do momento

O Diretório Nacional do PSOL publicou uma nota sobre conjuntura política nos dias 25 e 26 de novembro em que, segundo as palavras do partido, trata como “tema central a crise climática”.

Provavelmente, no Brasil e no mundo não deve estar acontecendo nada mais importante. Israel não está bombardeando a Palestina, a direita nacional está totalmente vencida, em suma, o PSOL deve estar certo em ter como maior preocupação a crise climática. Será coincidência que essa preocupação é a mesma apresentada pelos órgãos imperialistas como a ONU e está todos os dias nos jornais da imprensa capitalista?

O PSOL se preocupa tanto com a crise climática que acredita em tudo o que a ONU diz:

“A luta contra o colapso ambiental é central e exige uma mudança profunda dos meios que a sociedade hoje produz, distribui e consome. É preciso superar a cultura da devastação, do desperdício e do supérfluo. O processo de transição energética deve substituir de forma gradual e definitiva o uso de combustíveis fósseis por energia renovável.”

É certo que há problemas ambientais no mundo, afinal, o capitalismo é um sistema de devastação. Daí a crer que as coisas acontecem exatamente como estão na propaganda imperialismo, é ser muito ingênuo ou muito dominado pelo imperialismo.

A luta contra o “colapso ambiental” só é central, como diz o PSOL, para quem segue a política oficial do imperialismo. Enquanto ele impulsiona essa política demagógica, está matando às dezenas em Gaza e em vários cantos do planeta.

Enquanto apresenta números alarmantes para convencer a classe média que o mundo vai acabar, o imperialismo mantém a mesmo política de sempre, poluindo à vontade.

O PSOL quer acabar com a “cultura da devastação, do desperdício e do supérfluo”. É exatamente a formulação da imprensa imperialista. O problema é uma “cultura” abstrata, ou seja, pode ser dos grandes capitalistas que poluem em escala industrial, mas também pode ser do cidadão individual que liga a torneira para lavar a calçada.

A tal da “transição energética” é outra política do imperialismo. A ideia de abandonar o uso de combustíveis fósseis não é nada mais do que uma propaganda contra os países atrasados que são os maiores produtores de Petróleo. É uma política para que o Brasil, por exemplo, deixe de usar uma enorme riqueza com a exploração do petróleo.

“Não há sobre o que tergiversar, sabemos que o colapso ambiental atingirá todo planeta, mas os principais afetados por ele são os mais pobres e periféricos. Por isso, o combate à desigualdade e a agenda ambiental andam juntos.”

Para disfarçar a adesão à tese do imperialismo, o PSOL fala em desigualdade. Como o PSOL vai combater essa desigualdade, não está explicado, afinal, apesar de las andarem juntas, central mesmo é a luta “contra o colapso ambiental”. Do mais, falar em uma desigualdade genérica é possível até mesmo no Jornal Nacional, não tem nada de contestador nisso.

Por sinal, como acabar com a desigualdade se não podemos explorar o petróleo, se não se pode explorar nada?

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