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Rádio Cultura debate sobre o sucateamento da Copel no Paraná

Audiência Pública "A COPEL é nossa e a verdade vos libertará" foi marcada para 17/04/2023, 17h, em Curitiba-PR

O nº. 69 do programa “Rádio Cultura” foi ao ar no dia 14, sexta-feira/04/2023 às 13h. Foi apresentado pelo Adriano Teixeira e Marcelo Marcelino, e o convidado do dia foi o deputado estadual do Paraná Arilson Chiorato, do PT. O programa Rádio Cultura é transmitido pelo canal de Rádio Causa Operária, e também pela estação Rádio Cultura 930 AM, a mais livre de todas, de Curitiba-PR. O tema deste programa foi “Debate com Arilson Chiorato contra a privatização da COPEL”.

A Copel – Companhia Paranaense de Energia é uma empresa pública de capital aberto, cujo acionista majoritário é o Governo do Estado de Paraná. Foi fundada em 1954 durante a gestão do Bento Munhoz da Rocha Neto, sendo uma das mais importantes empresas de energia elétrica do Brasil. Neste debate do deputado. Arilson com os companheiros do PCO foi explanado sobre o risco de a empresa Copel ser entregue ao mercado privado pelo atual governador, Ratinho Júnior (PSD). O deputado Arilson explicou sobre uma Audiência Pública marcada para dia 17/04/2023 (2ª feira) às 17h, em Curitiba, para esclarecer aos cidadãos preocupados com a venda da empresa estatal ao mercado financeiro.

Chiorato explicou que a Copel, tem a função social, citando o caso de Copel Telecom, que fornece transmissão de alta qualidade de dados pelos 399 municípios paranaenses, desde para o menor, a Jardim Olinda, até o maior, que é Curitiba, onde todos pagam o mesmo valor pelo serviço de internet.

A Copel Telecom foi vendida, mesmo tendo superávit financeiro à empresa Ligga, e o preço da internet aumentou, principalmente nos municípios menores, baseando-se na lei de oferta e demanda para prestação de serviços, tirando dessa forma a função social da empresa.

A Copel está para o Paraná como a Petrobras está para o Brasil: a maior empresa estatal e mais lucrativa.

Em 2021 a Copel teve R$ 5,1 bilhões de lucro, do qual R$ 1,8 bilhão voltou para Estado. Porém foi o ano em que teve mais distribuição de dividendos para os acionistas, 65% do lucro foi rateado para o mercado financeiro. A Copel, desde 2018, vem sendo privatizada. O governo sucateia a empresa, não investe na estrutura existente, na contratação de profissionais, na melhoria da qualidade de atendimento, na ampliação da rede de transmissão etc.

Ratinho Júnior, covarde como é, não debateu o tema de Copel nas eleições. Disse que não aconteceria a privatização da Copel, que agora faz nos moldes da Eletrobras, transformando a empresa em uma corporação, sem sócio majoritário controlador.

Chiorato também comentou das perseguições que está sofrendo por questionar a Copel sobre uma matéria publicada no O Estado de S. Paulo, em 2017, sobre o suposto envolvimento da Copel em litígio com o valor de cerca de R$ 3,5 bilhões.

Outro tema debatido foi a privatização de meio de transporte, como rodovia, ferrovia e portuária. Citou como exemplo a privatização das rodovias, de pedágios e construção de novas praças. E que o modelo atual foi desenhado em 2019, durante a gestão Bolsonaro.

O petista também defendeu a mudança de regra de licitação, defendendo o calção público, onde a empresa prestadora de serviço coloca título público, letra do Tesouro Nacional, e quando não cumprir a obra, o Estado tem o poder de tomar o título e executar a obra, garantido dessa forma que a obra seja executada. Atualmente está esperando o retorno da Advocacia Geral da União (AGU) sobre este assunto.

No final de 2022, Bolsonaro assinou decreto que tratou de outorga de 3 usinas que os seus valores foram homologados recentemente, que compõem o patrimônio da Copel. Existe um debate para que Lula anule esse decreto, e se for cancelado, pode tumultuar bastante a privatização da Copel.  

O debate em íntegra pode ser acesso aqui, não perca:

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