Justiça

Quatro anos do desastre de Brumadinho

Em janeiro de 2019, o modelo de mineração privada ceifou 270 vidas e contaminou toda a bacia do Rio Paraopeba

Há quatro anos presenciamos uma das maiores tragédias do Brasil, quando a barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte, rompeu e despejou mais de 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração, contaminando a bacia do Rio Paraopeba e ceifando a vida de 270 pessoas, três delas ainda não foram encontradas. O acidente, na verdade um crime doloso causado pelos capitalistas parasitas que administravam a barragem, mostra o quanto esse modelo é maléfico e deve ser urgentemente encerrado, passando sua gestão para o Estado sob administração popular.

Quatro anos após o fatídico dia, famílias de vítimas, parentes e centenas de moradores continuam sendo desprezados e esperando pela justiça burguesa, que tarda e falha diariamente.

A justiça tornou rés a empresa Tuv Sud, uma multinacional alemã que deu laudo positivo da barragem, a Vale(patrimônio do povo brasileiro privatizado no governo FHC) e mais 16 pessoas pelo desastre, todos denunciados por homicídio qualificado e autores de crimes contra a flora, a fauna e poluição ambiental.

Nesta quarta-feira, 25, manifestantes lembraram a tragédia, homenagearam as vítimas e continuaram protestando por justiça e várias reivindicações como, dentre outras, participação nos planos de recuperação socioambiental e dos riscos que essa atividade causa aos seres humanos e solicitação de revisão dos critérios para a descontaminação do Rio Paraopeba.

A nota emitida pela Vale afirma que é prioridade da empresa a recuperação do Rio Paraopeba, mas não corresponde à realidade vivida pela população, além de estudos e medidas emergências, tudo burocracia e formalidades para driblar a justiça morosa e prorrogar ainda mais as indenizações das vítimas e a diminuição dos impactos ambientais.

É preciso estatizar todo esse setor e continuar a luta por indenizações justas, apesar das perdas humanas, as quais os réus capitalistas não dão valor, apenas as exploravam a ponto de colocá-las diariamente em risco com o provável e iminente rompimento da barragem. A não realização das medidas adequadas de funcionamento dessa atividade mineradora para o meio ambiente e os trabalhadores não são realizadas por esses parasitas porque os lucros da empresa e de seus acionistas são maiores do que as baixas indenizações das vítimas e os recursos destinados à política de diminuição dos impactos ambientais, principais vítimas desse crime hediondo.

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