Ecologia x Desenvolvimento

PSOL defende atraso econômico contra “emergência climática”

Esquerda Online faz propaganda da Oxfam, uma ONG presente em todo o mundo e que é financiada pela CIA e outros entidades imperialistas

Matéria publicada no Esquerda Online sob o título “Não é possível falar em ecologia sem falar em anticapitalismo” é mais uma prova de que o PSOL comprou de vez a ideia da “urgência climática”, uma política impulsionada pelo imperialismo para oprimir o desenvolvimento dos países atrasados.

O olho da matéria diz que “do ponto de vista da existência humana há uma tarefa cada vez mais premente: combater a emergência climática, que está intrinsecamente relacionada à desigualdade social. Estamos no novembro negro e faz-se necessário ressaltar que os efeitos mais cruéis dos eventos climáticos extremos atingem a população racializada, que, por conseguinte, no geral, vive em áreas com menos infraestrutura”.

Primeiro, temos que dizer que apenas o desenvolvimento econômico nos tornará menos suscetíveis às mudanças climáticas. Os egípcios, há milhares de anos, já sabiam disso e trataram de construir canais artificiais de irrigação e a estocar alimentos para períodos de seca.

Segundo, não podemos nos furtar de ironizar essa esquerda pequeno-burguesa, e identitária, que não deveria utilizar termos como “novembro negro”, sob pena de ser ela própria acusada de racismo, a despeito de pretender se preocupar com a “população racializada”.

Seca amazônica

A matéria do Esquerda Online diz que “no Norte do país, mais localizadamente nos Estados do Pará e Amazonas, a seca extrema tem impedido, inclusive, de chegar ajuda a milhares de famílias atingidas por conta da dos rios. Há localidades, aqui no Pará, em que a seca impede a trafegabilidade das embarcações”.

Recentemente, vimos que a seca revelou rostos gravados em pedras há pelo menos 2 mil anos em um afloramento rochoso no encontro das águas dos rios Amazonas e Solimões. Apesar de toda a gritaria da grande imprensa, e da esquerda pequeno-burguesa, sobre secas recorde, urgências climáticas etc., a primeira coisa que devemos concluir é que, séculos atrás, as águas na Amazônia estiveram muito baixas. Não havia ainda a desculpa do desmatamento, buracos na camada de ozônio e tudo aquilo que reza a cartilha das “mudanças climáticas”.

É óbvio que o ser humano interfere no clima, mas não na escala que tentam nos fazer crer. Escavações geológicas, narrações bíblicas, dão inúmeros testemunhos de mudanças climáticas. E a verdade é que, quanto mais atrasado, mais um povo sofre com o clima.

Mais uma vez as ONGs

O texto da Esquerda Online faz propaganda de um uma ONG presente em mais de 85 países, a OXFAM: “Iniciamos esse texto falando da relação entre emergência climática e desigualdade fazendo referência a uma campanha da OXFAM Brasil, denominada Igualdade climática: um Planeta para os 99%. Segundo, o relatório de tal campanha, são os países mais ricos e seus bilionários os responsáveis pela destruição galopante do meio ambiente”.

A tal campanha da Oxfam diz que os países ricos, os principais responsáveis pela destruição ambiental, devem pagar para financiar a transição energética que o mundo precisa para ficar mais ‘limpo’. Já ouvimos essa história, os ricos vão continuar a poluir, vão continuar se industrializando, mas “pagarão” para que os países atrasados ‘protejam’ a natureza e não poluam… ou seja, não se industrializem.

Não se trata apenas de atraso político desses setores de esquerda, mas de uma infiltração maciça das ONGs estrangeiras que estão literalmente comprando a opinião de muitos daqueles que se dizem esquerdistas. Quando falamos isso não é exagero, a Oxfam é praticamente uma multinacional financiada pela Fundação Ford (CIA), Fundação Rockefeller, Fundação Bill & Melinda Gates, Open Society, dentre outras. Portanto, não se pode acreditar seriamente que haja de fato uma luta contra a desigualdade.

Anticapitalismo?

A crítica ao capitalismo da Esquerda Online nada mais é que uma maneira de convencer a população de que não devemos nos desenvolver economicamente, que não devemos investir em hidrelétricas, mas que devemos esperar pela “transição energética”, por “energias verdes”, apesar de que elas não passem ainda de ficção.

O PSOL faz uso de indígenas cooptados que até já foram financiados pela Fundação Ford, como Sônia Guajajara para promover o atraso e lutar contra hidrelétricas.

Alana Manchineri, que se apresenta como comunicadora indígena, apareceu no X (ex-Twitter) da embaixada dos EUA no Brasil para defender a importância dos índios aprenderem o inglês.

Os indígenas não podem ter energia elétrica, não se pode explorar petróleo na Margem Equatorial, mas o inglês é essencial.

É muita demagogia quando a matéria sustenta que “só haverá igualdade climática quando houver transformação do modo de produção. O capitalismo é um sistema ambientalmente predatório. Enquanto homens brancos privilegiados e muito ricos se protegem e se refrescam das altas temperaturas em seus vários cômodos com ar condicionado, pessoas mais pobres precisam escolher entre ligar o ar [condicionado]”.

Pois bem, em qual tomada as populações amazônicas deverão ligar seus aparelhos de ar-condicionado se as hidrelétricas são combatidas? Nas turbinas eólicas, ineficientes e com alto impacto ambiental?

É justamente o desenvolvimento que poderá trazer mais igualdade, o atraso apenas nos tornará reféns dos países ricos, que serão donos de todas as fontes energéticas no planeta, inclusive aquelas que venderão como “ecologicamente corretas”.

Posição pró-imperialista

Essa política adotada por partidos como o PSOL servem para, de antemão, justificarem as medidas autoritárias por parte do imperialismo, que utilizarão a desculpa da defesa do meio ambiente para sancionar e pressionar o restante do mundo.

O governo Biden já anunciou que irá tratar a questão do clima como um problema de segurança nacional. Em outras palavras, poderão atacar quaisquer países com a desculpa de proteger o clima da Terra e a própria economia. No entanto, trata-se de uma grande demagogia, pois os Estados Unidos, bem como o bloco imperialista, não respeitam a natureza e estão fazendo uso político do clima contra o chamado “Sul Global”.

É preciso denunciar essa esquerda infiltrada que repete tudo aquilo que o imperialismo manda. Tem muito dinheiro rolando por meio das ONGs, e isso só pode ser prejudicial para a classe trabalhadora, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo.

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