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Oriente Médio

Pressão contra Netanyahu impulsiona repressão aos palestinos

A repressão contra os palestinos é comandada pela burguesia israelense e a burguesia imperialista

Noticiado pelo portal progressista Al Jazeera em abril (15), dezenas de milhares de pessoas foram às ruas em Israel para protestar contra o plano do Executivo do governo de reformar o Judiciário, apesar do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu interromper as propostas controversas.

A pressão sobre o governo Netanyahu foi tanta que, como no Brasil quando se quer desestabilizar um governo, a classificação de crédito de Israel pela Moody’s foi igualmente derrubada, passou de positiva para estável na sexta-feira (14), como se alguém de alguma agência secreta tivesse ordenado que se fizesse, e no dia seguinte vieram os protestos. Essa situação indica um tumulto econômico contra o governo. O que pressupõe, e na verdade é certo, mais uma intervenção da burguesia financeira local, senão diretamente da burguesia financeira imperialista sobre o governo local israelense, por tantos anos fiel ao imperialismo.

A organização das manifestações foi tão meticulosa que jamais pareceria uma iniciativa espontânea popular, contando com a divulgação total da imprensa burguesa onde foram divulgadas a periodicidade das manifestações, a localização, a intensidade e o objetivo, ou seja, fazer pressão sobre Netanyahu e seu governo que, ao que parece e noticiamos recentemente, tentou sair do domínio do imperialismo americano.

As manifestações mais pareceram uma abertura de copa do mundo tamanha a organização de posicionamento de grupos de pessoas com grupos de bandeiras, que, se olhados de cima por um drone, observaram-se desenhos definidos pelos manifestantes com bandeiras exatamente iguais, roupas iguais, cartazes geometricamente combinando com o desenho geométrico visto de cima formado pelos grupos com bandeiras e roupas coloridas. Um espetáculo como que sincronizado e dirigido por ‘figurinistas’, ‘roteiristas’ e ‘cenógrafos’ ou até uma agência de inteligência como o Mossad, como igualmente noticiamos. Um ‘cenário de filme’ para ‘sair bonito na foto’ e não se parecer com uma baderna. Uma manifestação exemplar segundo o pensamento da burguesia.

Existe uma ampla discussão sobre a maneira de atuação destas agências como o Mossad e a Cia. A  transparência dos atos, normas e políticas governamentais é uma condição necessária para a manutenção da confiança da burguesia, e esta coloca como se a transparência fosse uma necessidade popular a fim de que se sustentem as instituições democráticas. Segundo essa ideia, a burguesia sugere que a transparência é que legitima as pretensões dos governantes de obtenção da colaboração e obediência dos governados. Na verdade, a transparência serve para satisfazer os interesses da burguesia. 

O princípio da publicidade (transparência) é uma proposição de tipo moral, e também um princípio de desenho institucional. Nenhuma agência ou área de atuação governamental, para manter-se consistente, deveria ser construída com o princípio da transparência, deveria ser construída segundo linhas de funcionamento do segredo para sua efetividade e eficácia por isto a burguesia domina os governos usando estas agências; a burguesia impõe a necessidade da transparência de um governo para dominar o governo, e foi por fugir a essa regra que Netanyahu está sob suspeita da burguesia.

Netanyahu, interrompeu os planos de reforma, como foi noticiado pela imprensa internacional, para “evitar uma guerra civil”. De vilão, Netanyahu passou à vítima pois conhecidamente de governo linha-dura passou a ser julgado por acusação de corrupção. De comandante do poder judiciário, segundo a proposta de sua reforma, ele passou a ser vítima do judiciário.

Dezenas de milhares participaram do protesto em Tel Aviv

A pressão da direita liberal imperialista israelense contra Netanyahu e suas reformas (mais relacionadas à política local) fizeram com que o antigo aliado dos EUA tenha que se alinhar cada vez mais com a direita raivosa, a extrema-direita de Israel, que integra sua coalizão governista. Tanto uma como a outra, a direita israelense massacra os palestinos.

A declaração da última sexta-feira do Ramadã como o Dia Mundial de Al-Quds fez pender a balança de poder em favor dos grupos de Resistência

Ministros da extrema-direita participam de mobilizações contra os palestinos em Al-Quds (القُدْس, Jerusalém na língua árabe) em pleno Ramadã. A polícia expulsou os fiéis do local sagrado. O aumento vertiginoso da repressão contra a população palestina (massacrada sistematicamente por todos os governos israelenses), o comando dessa repressão é da burguesia israelense contra a população palestina, o que coloca o país em rota de colisão com os países árabes vizinhos e deixam a situação de Israel cada vez mais periclitante.

Hezbollah: resistência manterá altos seus mísseis contra Israel

O que está levando o povo palestino, especialmente na Cisjordânia ocupada, segundo o portal Hispan Tv, a ficar em alerta e a se colocar em confronto com os ocupantes israelitas. O regime de Israel está, segundo o secretário-geral da Jihad Islâmica Palestina, Ziad al-Najla, “em confronto em grande escala com os ocupantes” e está “cercado por dezenas de milhares de mísseis de resistência de Gaza e do Líbano”. Segundo ele, a polarização antes forte do lado israelense está “completamente alterada”.

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