Valéria Guerra

Historiadora, artista (atriz) sob DRT 046699-RJ. Jornalismo UMESP-SP, término neste ano corrente. Bióloga e professora da Rede Estadual do Rio de Janeiro. Colaboradora textual do Site Brasil 247 há 4 anos. Escritora com livros publicados e textos para inúmeras Antologias, inclusive concursos de textos teatrais. Mestrando em psicologia da Educação. Escreveu o livro “Eu preciso de um Hulk” que se transformou em peça homônima

Selvageria pós-moderna

Povos e Cadáveres

Um cadáver na Papuda, um cadáver no Engenhão (RJ), milhares de cadáveres em Gaza, na Ucrânia, em Israel, realmente o planeta está no auge do "barbarismo" pós-moderno

Parlamento, desde o século XIII, ressurgido com a Carta Magna, em 1215, na Inglaterra, aparentemente veio para dirimir o poder do absolutismo; mas ainda serve ao lobby dos reinos das burguesias…

O Mercado/padrasto permanece seguindo os passos da hierarquização (regente) do devir e faz suas vítimas vivas e mortas capitularem…

Tribos e clãs, seguiram no baile das instâncias. O ator humano foi classificado como selvagem, primitivo; em seu estado natural. E quanto mais ele se alumia, pois havia comido da árvore do conhecimento, mais ele se torna um “bárbaro” real e digital.

Talvez a etimologia do termo denote apenas “estrangeiro”. E a nota a seguir extraída de uma notícia publicada hoje mostra que nosso destino é sempre perecer: “Um homem preso por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro morreu hoje (20) após passar mal no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Cleriston Pereira da Cunha, 46, teve um “mal súbito” durante o banho de sol, segundo informações da unidade prisional.

Após a morte, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, cobrou informações à Papuda, incluindo o prontuário médico de Cleriston.

O que aconteceu:

Cleriston teve um mal súbito no bloco de recolhimento, durante o banho de sol por volta das 10h, de acordo com ofícios enviados pela Papuda à juíza Leila Cury, da Vara de Execuções Penais”.

A morte é um fenômeno que gera cadáveres biológicos; e a desigualdade gera cadáveres sociais, como, por exemplo, os professores do Estado do Rio de Janeiro, que correm o risco de morte, a qualquer momento, por conta das chibatas dos baixos salários que cantam em seus lombos desnudos e usurpados universalmente.

Um cadáver na Papuda, um cadáver no Engenhão (Rj) milhares de cadáveres em Gaza, na Ucrânia, em Israel, realmente o planeta está no auge do “barbarismo” pós-moderno.

As marchas das mortes desnecessárias seguem pari passu à loucura por poder, os enclaves comprovam isto.

Assim como o nascer, a morte faz parte do processo de vida do ser humano. Portanto, é algo extremamente natural do ponto de vista biológico. Entretanto, o ser humano caracteriza-se também; e principalmente, pelos aspectos simbólicos, ou seja, pelo significado ou pelos valores que ele imprime às coisas.

A existência de um sistema baseado na extrema desigualdade acelera o processo da inexistência humana.

Sobrevivemos em um mundo onde os povos morrem de fome em meio a um mar de retóricas de escaladores de tribunas – que “pregam suas mentiras” estranhas no cenário mundial; assim confirmando o pensamento de Jean Jacques Rousseau: “A natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável.
“Sempre notei que as pessoas falsas são sóbrias, e a grande moderação à mesa geralmente anuncia costumes dissimulados e almas duplas”. Jean Jacques Rousseau

Infelizmente, as sociedades seguem cegas, surdas e VILIPENDIADAS.

E deixo aqui a seguinte reflexão: “Como será o natal (de 2023) para quem recebe 1.300 reais mensais”?

* A opinião dos colunistas não reflete, necessariamente, a opinião deste Diário

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