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Ciro Gomes

Ciro Gomes volta do túmulo para criticar Lula e o PT

Nesta sexta-feira, dia 12 de maio, Ciro Gomes (PDT), veio à cena política realizar mais um desfavor ao Brasil, afirmando que “Lula não tem compromisso com a mudança”.

Ciro Gomes

Nesta sexta-feira, dia 12 de maio, Ciro Gomes (PDT), veio a público realizar mais um desfavor ao Brasil, afirmando que “Lula não tem compromisso com a mudança”. Num cenário onde o governo demonstra buscar independência frente ao imperialismo, Ciro faz coro com os capitalistas do mercado financeiro contra o governo.

Segundo a última pesquisa Quaest, 86% dos fundos de investimento desaprovam a política econômica do governo. Ciro tem a mesma posição desses capitalistas, mas com uma aparência de esquerda.

Um histórico de calúnia e má-fé

Essa não é a primeira vez que Ciro age com má-fé e/ou caluniando oponentes. Neste sentido, sua defesa da absolvição dos torturadores da Ditadura Militar 64 é escandalosa. Essa posição está registrada nos arquivos da inteligência militar, uma defesa tão extrema da impunidade dos torturadores que distou até no movimento estudantil de direita da época.

O mesmo podemos dizer da sua participação no processo de falência da Gurgel Motores S/A. Ciro quando governador do Ceará, e Luiz Antônio Fleury Filho, então governador de São Paulo, descobriram o compromisso de “apoio irrestrito” (ou protocolo de intenções) ao Projeto Delta.

Projeto se tratava da implantação de uma planta da empresa para parte motriz em Fortaleza, que com a unidade de carrocerias em Rio Claro equiparia um veículo com tecnologia totalmente nacional. A traição dos governadores levou ao endividamento e falência da fabricante de automóveis.

Autonomia do BC

Nessa palestra ministrada na Universidade de Lisboa, Ciro foi de extrema má fé ao caluniar Lula, alegando que este era favorável à política do Banco Central (BC). Ainda teve o descaramento de afirmar “Ele (Roberto Campos Neto) tava demitido. Não ficava um dia sequer”.

Ocorre que é público o posicionamento contrário do governo Lula acerca da política de juros do BC. A autonomia do BC foi produto do Golpe de Estado de 2016, e encontra-se sustentada hoje no Congresso dominado pela direita.

O governo já demonstrou diversas vezes sua discordância com a realidade do BC, não tendo porém força no Congresso para alterá-la. Podemos discordar da forma como o governo enfrenta essa peleja, que ao nosso ver deveria ser baseada na mobilização popular, mas a falsidade da alegação de Crio é inaceitável.

PT pai do bolsonarismo?

A canalhice de Ciro aparenta não ter limite, na mesma palestra o mesmo alegou:

“O Bolsonaro foi produzido pela sociedade brasileira no voto. A circunstância socioeconômica produzida pela economia, agora não mais na mão da ditadura, mas na mão da esquerda.”

Nessa altura ele afirmou que o governo Bolsonaro seria uma escolha, e não do golpe de Estado. Mais do que isso, Ciro coloca a ascensão de Bolsonaro como uma consequência da política do PT, ignorando o impeachment de Dilma, a prisão do Lula e todo processo golpista.

Lula igual a Bolsonaro?

Como o papel aceita tinta de todo tipo, Ciro fala qualquer disparate sem se preocupar com as consequências políticas. Ciro assume um papel na campanha contra o governo, o qual poucos seriam pequenos o suficiente para desempenharem.

“Mudam as pessoas e o modelo é rigorosamente o mesmo: teto de gastos, superávit primário, meta de inflação, câmbio flutuante, autonomia do Banco Central e política de preços da Petrobras. Esse aqui é o dogma de fé.”

Podemos discordar da política do governo Lula, pela insuficiência no atendimento aos interesses do trabalhador, mas colocá-la no mesmo patamar de Bolsonaro é criminoso. Todo trabalhador sentiu na pele a deterioração das suas condições de vida, essa afirmação de Ciro não se sustenta com nenhum trabalhador, e os próprios indicadores do Estado burguês dizem o contrário.

A direita está à espreita

Uma afirmação que chama atenção na palestra é a seguinte: “O risco que nós temos de um fracasso agora é vir uma direita não caricata, não fácil de ser atacada como Bolsonaro”.

O promotor do golpe de 2018 não foi Bolsonaro, mas a direita tradicional totalmente vendida ao imperialismo. Entretanto, face à total falência dessa direita, a burguesia foi obrigada a colocar Bolsonaro no poder.

Bolsonaro não era o candidato principal do imperialismo justamente por ter algum laço com setores da população brasileira. Uma situação bem diferente de Dória, ou outros elementos tradicionais da direita, que não têm qualquer relação com setores da população nacional. 

A direita realmente está à espreita, realizou os golpes de Estado, mas foi derrotada pela classe trabalhadora brasileira nas eleições de 2022. Nesse momento essa direita ataca o governo Lula, e novamente Ciro é um dos seus artifícios nessa tarefa.

Ponto pacífico

Ciro apenas fala, quando age é contra os interesses nacionais, como no caso Gurgel; é charlatão, um político burguês que se sustenta fazendo críticas pseudo esquerdistas a Lula, para favorecer a direita.

Mas temos um ponto pacífico quando ele afirma que: “Não sinto mais que eu represente uma parcela relevante da sociedade. Neste momento, não quero representar ninguém, só a mim mesmo.”

Ciro é um direitista, até hoje ligado a Tasso Jereissati, não expressando qualquer viés político de esquerda. Ciro também não expressa qualquer política nacionalista de verdade. 

Até porque para expressar nacionalismo seria preciso o apoio do povo na luta contra o imperialismo. Ciro não tem apoio popular e nessa luta sempre se colocou do lado imperialista.

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