Imperialismo covarde

Peruanos voltam às ruas contra a repressão sanguinária

A população se manifesta contra o golpe, a polícia atira gás lacrimogêneo, a população atira paus e pedras e recebe projéteis 0.308 de volta.

A imprensa da teleSUR, donde transcrevemos algumas partes desta matéria, divulgou a continuidade dos protestos populares no Peru contra o governo de Dina Boluarte na quarta-feira (11) . As forças de segurança, Polícia Nacional Peruana (PNP) reprimiram a mobilização na região de Cusco. Foi mais um dia de mobilizações em várias regiões do Peru para exigir a renúncia da presidente designada Dina Boluarte, novas eleições gerais, o fechamento do Congresso, a liberdade do ex-presidente Pedro Castillo e uma Assembleia Constituinte.

Na região de Cusco “um grupo de manifestantes liderados por algumas organizações sociais e representantes do sindicato da construção civil tentou chegar ao Aeroporto Alejandro Velasco Astete onde foram reprimidos pela polícia de uma maneira bastante violenta.” 

Desta segunda-feira até quinta-feira (12) já foram registrados 18 mortos pela PNP no Peru, nesse local do conflito, e 50 mortos desde que a golpista Boluarte assumiu arbitrariamente o cargo de presidente.

A imprensa comunitária informou que em Cusco a polícia usava gás lacrimogêneo e balas contra as pessoas que saíram às ruas para protestar contra o governo de Boluarte e o Congresso. Em Apurimac, os moradores aderiram às mobilizações que pediam a renúncia de Boluarte, o fechamento do Congresso e novas eleições.

Em Juliaca, departamento de Puno, milhares de pessoas prestaram homenagem às vítimas do massacre registrado na última segunda-feira como consequência da repressão das forças de segurança contra as manifestações.

Os caixões dos 17 mortos e as imagens das vítimas foram levados pelas ruas da cidade, os familiares exigem justiça. Na Praça de Armas de Juliaca também celebraram uma missa à tarde pelos mortos.

O Procurador Provincial de Puno, Guido Pilco, disse a um meio de comunicação local que, o massacre ocorrido naquela região, “uma vez concluídos os trâmites de todas essas pessoas mortas, a conclusão determinante é que as causas da morte sejam comprovadas, em todos os casos sem exceção, que foram causadas por projétil de arma de fogo”.

No marco da greve por tempo indeterminado iniciada em 4 de janeiro na região de Tacna, setores da população realizaram bloqueios e protestos pedindo justiça para as vítimas.

Em Lima (capital peruana) também há uma mobilização contra o governo peruano. Outras regiões onde foram relatadas mobilizações são Ayacucho e Madre de Dios.

Na véspera, o Congresso peruano deu o voto de confiança ao gabinete chefiado pelo primeiro-ministro Alberto Otárola, o que gerou repúdio na população que exige justiça pelas quase 50 mortes em consequência da repressão aos protestos iniciados desde o último 7 de dezembro, quando aquela entidade destituiu Pedro Castillo e empossou Boluarte como nova presidenta.

A Secretaria de Comunicação do governo golpista de Boluarte informou, na quarta-feira (11) às 21:59h que 19 policiais militares ficaram feridos nos atos que classificaram de vandalismo no aeroporto internacional Alejandro Velasco Astete, no distrito de Wanchaq, durante as mobilizações de quarta-feira (11).

Os policiais sofreram escoriações nas pernas e joelhos, pancadas, e citaram ainda traumatismo craniano que foram atendidos nos hospitais Regional de Cusco e Nacional do Peru, Hospital Antonio Lorena e Centro Administrativo Local de Saúde Ttio (CLAS Ttio), situando que a maioria dos sargentos afetados recebeu alta.

Segundo a polícia um outro grupo de grevistas tentou ocupar o terraço de cusco e incendiar uma cabina de controle de entrada de veículos, bloquearam estradas da Cidade Imperial 

A imprensa internacional disse que os grevistas e manifestantes estavam “atacando” a polícia com as huaracas, que são fundas (cordas e lançadores para arremessar pedra), que foi uma arma muito usada na Roma antiga, ano 27 a.C, e a polícia atacava os manifestantes atirando nos manifestantes com fuzis e gás lacrimogêneo. A imprensa não mostrou a ação da PNP.

Através de uma solicitação do Ministério do Interior peruano registrado pelo portal infodefensa  verificamos que os policiais militares peruanos usam fuzis de precisão calibre .308 e submetralhadoras 9x19mm no caso da Subunidade de Ações Táticas (SUAT) da Polícia Nacional do Peru.

A população peruana bem como a classe trabalhadora estão bastante motivados e com forte tendência à esquerda, dispostos ao enfrentamento com a polícia burguesa e irredutíveis exigindo a reversão do golpe dado pela burguesia atráves do Congresso. A análise que fazemos é que a população tem que se armar para enfrentar a burguesia e permanecer mobilizada até a queda do governo, buscando assim estar em pé de igualdade com os golpistas, o que derrotará o governo golpista de Boluarte que age no país de acordo com o imperialismo americano e apoiado pelo mesmo.

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