Valéria Guerra

Historiadora, artista (atriz) sob DRT 046699-RJ. Jornalismo UMESP-SP, término neste ano corrente. Bióloga e professora da Rede Estadual do Rio de Janeiro. Colaboradora textual do Site Brasil 247 há 4 anos. Escritora com livros publicados e textos para inúmeras Antologias, inclusive concursos de textos teatrais. Mestrando em psicologia da Educação. Escreveu o livro “Eu preciso de um Hulk” que se transformou em peça homônima

Sagrada é a igualdade

Pálido ponto azul e o império da dor

Há mulheres e homens sedentos de poder, de luxo e abastança nos arredores urbanos do que foi batizado de pálido ponto azul. E as oficinas da dor permanecem eternas...

A foto “Pálido Ponto Azul” foi feita há 30 anos pela sonda Voyager 1, a uma distância de cerca de 6 bilhões de quilômetros da Terra. Nos mostra nosso planeta como um ponto azul brilhante na vastidão do espaço, “preso” dentro de um raio de luz solar. Para marcar o aniversário da imagem, a agência espacial americana, a Nasa, reprocessou esse registro icônico usando técnicas e softwares modernos. Agora, a imagem parece “mais limpa”.

Em seu livro de 1994, Pálido Ponto Azul: Uma Visão do Futuro do Homem no Espaço, ele disse: “Olhe novamente para esse ponto. É aqui. Este é nosso lar. Somos nós”. E passou a descrever a Terra como “uma partícula de poeira suspensa em um raio de sol”. Carolyn Porco disse à BBC, em 2013, que a foto proporciona uma “visão cristalina e sem distorções de nosso lugar no cosmos que corrói toda ilusão e nos confronta com um poderoso reconhecimento de nós mesmos — um reconhecimento que nunca deixa de nos emocionar”.

Dentro de uma esfera cheia de ecossistemas, e repleta de evolução: de adaptação em adaptação, a espécie humana ainda caminha desenfreada atrás de sucesso. Há mulheres e homens sedentos de poder, de luxo e abastança nos arredores urbanos do que foi batizado de PÁLIDO PONTO AZUL. E as oficinas da dor são administradas por senhores escravagistas, no centro dos Bankers da volúpia.

A dor, aquela sensação desagradável, que se dá na alma, no espírito, ou não corpo fere de maneira torpe: o frágil Homo sapiens, este ser, que, na verdade, é movido a conquistas. A verdade nua e crua é que a retórica humana funciona como um poder individualista, que pode tornar Homem lobo do Homem.

As teorias políticas do passado e do presente lançam suas conjecturas, e norteiam nosso conhecimento. É a visão teórica dos filósofos, sociólogos, historiadores, antropólogos e outros sábios que embasa e aguça nossa curiosidade científica diante da vida.

“Eles deram o sobrenome a universidades, salas de museus, centros de pesquisa, galerias e até a um planeta fora do Sistema Solar.
São uma das famílias mais poderosas dos Estados Unidos – mais rica que os Rockefeller – e das mais discretas e filantrópicas, a ponto de serem chamados de os ‘Médici do século XX’ […] Mas o que poucos sabem é que a enorme fortuna dos Sackler – com a qual compram arte, criam fundações e instituições, patrocinam salas no Louvre e no Museu Britânico, abrem escolas em Israel e fundam dezenas de programas científicos e culturais por todos os lados – tem um passado obscuro.”

O resumo acima, publicado na BBC News Brasil, é apenas o aperitivo para você cinéfilo, que pretende enxergar mais além… com a ferramenta do autodidatismo, querendo pesquisar além da série do “planeta” Netflix. Vivemos sob um Império da dor, e tal Império só ruirá, se o Imperialismo histórico cessar sua escalada desenfreada.

Lobotomia real e química pesada, interferiram no jogo da vida e morte de gente, enganando gente, a troco de riqueza e poderio, ceifando membros da população “medicada” nos Estados Unidos da América. Vale a pena acompanhar a série, O IMPÉRIO DA DOR.

E nós aqui no Brasil? Estamos sendo vilipendiados em nossas liberdades? Sim, especialmente, em se tratando da liberdade de nutrição…

O trecho a seguir denuncia este fato:

“O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo (SOFI), publicado nesta quarta (12/7) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), confirmou a piora dos indicadores de fome e insegurança alimentar no Brasil. Em 2022, segundo o relatório, 70,3 milhões de pessoas estiveram em estado de insegurança alimentar moderada, que é quando possuem dificuldade para se alimentar. O levantamento também aponta que 21,1 milhões de pessoas no país passaram por insegurança alimentar grave, caracterizado por estado de fome.

O cenário traz preocupação, pois o Brasil saiu do Mapa da Fome em 2014-2015. Porém, a partir de 2016, os índices só pioraram provocando o retorno em 2022, com sua situação piorada ainda mais no relatório atual. Segundo o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, essa piora foi o resultado do desmonte das políticas públicas sociais que vivemos nos últimos anos.

O país sofreu muito nos últimos três anos pela falta de cuidado e atenção com os mais pobres. Se tornou comum ver pessoas passando fome, na fila por ossos e catando comida no lixo para se alimentar. Isso foi a quebra e interrupção de um trabalho iniciado pelo presidente Lula em seus primeiros governos e que trouxe grandes avanços nesta área” – Wellington Dias, Ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate a Fome

Repensar o papel da religião na sociedade perpassa por fatos históricos, ou marcos políticos desde que o ser humano criou cultura: ele questiona, e pergunta sobre suas origens. Para o homem medieval, o referencial de todas as coisas era sagrado, fenômeno psicossocial típico das sociedades agrárias, com dependência da natureza, portanto à mercê de forças desconhecidas e não controláveis, que geravam incertezas e receios profundos nestas mentes. E na Idade Média, quem detinha o poder político era quem tinha o poder Religioso; especialmente no Ocidente Cristão; o poder eclesiástico sugava as forças mentais de uma classe humana submetida ao poder sobrenatural que aspirava a uma vida feliz após a morte.

O poder eclesiástico mandatário, na imperiosa Idade Média, oficialmente não está vigente, porém o sacerdócio do Império da dor vem oprimindo os localizados na base da pirâmide social brasileira: “Segundo o IBGE, o Brasil tem mais de 13 milhões de pessoas na extrema pobreza, aquelas que, de acordo com o Banco Mundial, vivem com até R$ 151 por mês. E quase 52 milhões na pobreza – com renda de até R$ 436 por mês. A situação é mais crítica no Maranhão, que tem um a cada cinco moradores na indigência”.

E aqui fica o questionamento: Você professor, médico, pedreiro, enfermeiro, pedinte nacional, que vive na dita IDADE CONTEMPORÂNEA, sob a égide de uma república democrática, vem desfrutando de uma vida feliz?

* A opinião dos colunistas não reflete, necessariamente, a opinião deste Diário

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