Genocídio

Palestinos denunciam plano de Israel: maior expulsão da história

Palestinos denunciam a operação macabra de Israel

Após o início da operação “Dilúvio de Al-Aqsa” pelo Hamas e outras organizações visando a libertação do povo palestino no dia 7 de outubro, o estado fascista de Israel tomou uma série de medidas que deixariam Hitler com inveja, como o cerco à Faixa de Gaza, onde moram 2,3 milhões de civis inocentes, restringindo alimentos, remédios e até mesmo água, enquanto o exército israelense bombardeia indiscriminadamente a população civil. Até o momento, são mais de 15 mil palestinos mortos, sendo 5.000, crianças, evidenciando a monstruosidade dos bombardeios e moldando o maior genocídio do século XXI, dando sequência a matança iniciada em 1947 e 1948 com a criação do estado fictício de Israel, sustentado pelo imperialismo.

Desde o início de outubro, Gaza vive o inferno e, como solução “humanitária”, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu propôs a evacuação de 1,5 milhões de palestinos no mês passado para agir com “todas as forças” contra o Hamas, ocultando o caráter genocida dos bombardeios. Os palestinos estão denunciando que essa evacuação forçada seria a maior diáspora da história e, que serve para atender o plano de Israel de erradicar todo o povo palestino da região. Salma Shawwa que reside na Grécia desde os anos 2000, afirmou que se continuar a evacuação forçada, Gaza poderia até mesmo desaparecer.

“Dizem-nos para irmos para o sul [de Gaza, região bombardeada posteriormente, mesmo dada como ‘zona segura’]”, “Tão devagar, devagar iremos para a fronteira e depois para o Sinai? Esta é a solução? Então, Gaza também desaparecerá? E então [os israelenses] irão para a Cisjordânia e Jerusalém, então todos nós iremos embora?” – afirmou Shawwa 

Em Atenas, onde vive Salma Shawwa, residem outros 13.000 palestinos na mesma situação, alguns descendentes da Nakba, conhecida entre os palestinos como “A catástrofe”, em referência a criação do Estado de Israel. Neste mesmo período, entre 1947 e 1949, os palestinos foram desapropriados e deslocados à medida que os sionistas armados ocupavam a região. Cerca de 750.000 palestinos foram expulsos à força de suas casas, além das 15.000 mortes, produto de inúmeros massacres.  Simaan, nascida em Beirute e que se mudou durante a guerra civil libanesa, afirmou que o ataque do Hamas não foi surpresa nenhuma e continuou: 

“Não há nada de novo acontecendo, é apenas muito mais amplificado”, disse Simaan. “Estamos um pouco chocados porque isso não está mais claro para o resto do mundo. Para nós, a injustiça é algo com que nascemos e crescemos. Os aliados ocidentais de Israel – os Estados Unidos, o Reino Unido e a União Europeia – rotularam o Hamas como uma ‘organização terrorista’. O Hamas é irrelevante”, disse Simaan. “O Hamas não existiria se não fosse pela ocupação. É um resultado direto de Israel.”

O professor de economia e gestão de crises na Universidade Metropolitana de Cardiff, Latif Darwish, compartilha da mesma opinião: 

“Qualquer pessoa que esteja sob ocupação tem o direito de utilizar quaisquer meios necessários para ser livre. O Hamas simplesmente lançou um ataque militar, algo que os palestinos sofrem todos os dias. Não foi um crime”.

Outros palestinos concordam e denunciam um plano para desocupar Gaza e outras regiões onde vivem os palestinos, citando a apresentação de Netanyahu na ONU, onde o primeiro-ministro israelense expôs um mapa de Israel sem os palestinos.

“Havia um plano para eliminar Gaza ou o povo de Gaza. Eles estavam procurando uma desculpa”, disse Ahmed Hassan, presidente da Associação Palestina.

Ele apontou para relatos de que a inteligência egípcia havia alertado os israelenses sobre um ataque iminente no 50º aniversário da Guerra do Yom Kippur. Talvez [o governo israelense] tenha saudado este ataque sem perceber quais seriam as consequências”, sugeriu Hassan.

Evacuar 1,5 milhões de palestinos seria algo nunca visto, podendo ser considerado a maior expulsão da história e elucida de maneira clara a intenção genocida do governo israelense, que busca diminuir ao máximo o número de palestinos na região. Os árabes sabem disso e por isso defendem a resistência armada contra o fascismo de Israel.

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