Desde a última sexta-feira, dia 06/02, notícias de OVNIS derrubados pelos Estados Unidos e Canadá criaram uma narrativa surreal de que os chineses estariam por trás de tais objetos voadores para espionar ou atacar os países imperialistas. Trata-se de uma narrativa criminosa para imputar à China a imagem de um país agressor, quando na verdade são os Estados Unidos que tocam adiante planos de espionagem.
Desde o início de fevereiro, quando os Estados Unidos derrubaram um balão chinês na costa marítima da Carolina no Sul, levantou-se na imprensa burguesa pró-imperialismo uma narrativa de que a China estava promovendo ações de espionagem contra os EUA via objetos aéreos.
O governo chinês, por sua vez, deixou claro que o balão não representava nenhum perigo civil ou militar aos EUA. Uma nota divulgada pela chancelaria chinesa afirmou que “O lado chinês pediu claramente ao lado dos EUA para lidar de forma adequada com o assunto, de maneira calma, profissional e contida”.
Obviamente, o governo norte-americano tratou a situação da pior maneira possível, não podendo escapar a oportunidade de demonizar a China, principalmente no atual momento, em que cada vez mais cresce uma insatisfação global contra os EUA devido à guerra da Ucrânia.
Como se estivesse num filme pitoresco de Hollywood, o governo dos Estados Unidos destruiu a incrível ameaça chinesa representada pelo balão. Como se não bastasse esse delírio, desde então, ocorreram outros três episódios relacionados a OVNIS em território norte-americano, com todos sendo abatidos pelo governo.
Independente da natureza desses objetos voadores, a mídia imperialista usa desses casos para promover uma visão vilanizada da China contra a civilização americana. É uma oportunidade que eles não podem deixar passar, já que o frágil governo Biden se apega ao que puder para angariar o mínimo de popularidade.
Porém, a realidade mostra-se inversa ao que é fantasiado pelos americanos. A China já fez denúncias de dispositivos norte-americanos sobrevoando o território chinês. O governo de Pequim, por sua vez, trata da questão de maneira diplomática, sem maiores alardes, diferentemente dos americanos.
Cabe salientar a presença militar norte-americano ao redor da China. Recentemente, no início de fevereiro, os EUA anunciaram que terão um acesso expandido à base militar nas Filipinas, país formado por um arquipélago que cerca a China, principalmente a região de Tawian, onde o imperialismo tenta promover um um golpe contra o governo chinês.
Dessa forma, percebe-se como o imperialismo usa de episódios surreais, quase que cinematográficos, para maquiar a realidade de seu projeto de poder.


