Caiu a máscara

Os EUA e a crise no lobby sionista

Bernie Sander prova mais uma vez que não existe sionista de esquerda, todos eles visam o apoio do genocídio em Gaza

Bernie Sandes, político considerado progressista e, por muitos, um político de esquerda, se tornou um dos mais eloquentes defensores do genocídio praticado por Israel. Sanders defendeu o genocídio no mais alto grau quando afirmou: “eu não sei como você pode ter um cessar-fogo permanente com uma organização como o Hamas, que se dedica ao tumulto e ao caos e destruir o estado de Israel”, disse à CNN em entrevista ao vivo, demonstrando que quando se trata do sionismo, o Partido Democrata não tem diferença.

A contribuição foi tão significativa, vinda de um suposto representante das minorias e dos direitos humanos, que o Comitê Americano de Assuntos Públicos de Israel agradeceu publicamente o senador Bernie Sanders, por se recusar a se juntar aos apelos mundiais por um cessar-fogo na guerra de Israel na Faixa de Gaza.

“A AIPAC apoiou dezenas de extremistas do Partido Republicano que estão minando nossa democracia”, disse Sanders nas redes sociais. “Eles agora estão trabalhando duro para derrotar os membros progressistas do Congresso. Não vamos deixar isso acontecer. Vamos estar juntos na luta por um mundo de paz, justiça econômica e social e sanidade climática”.

Os comentários de Sanders foram semelhantes aos da deputada Ocasio-Cortez, também do Partido Democrata, e considerada “socialista”. Respondendo ao grupo que a atacava nas redes sociais, a congressista, que apoia um cessar-fogo, disse: “A AIPAC endossou dezenas de insurrecionistas de 6 de janeiro. Eles não são amigos da democracia americana. Eles são racistas e preconceituosos do Congresso, que visam desproporcionalmente membros negros. Eles são uma organização extremista que desestabiliza a democracia dos EUA.”

Sanders procurou contornar a situação, destacando que Israel recebe US$ 3,8 bilhões em ajuda militar anual dos Estados Unidos e enfatizou a necessidade de o país parar sua campanha de bombardeios indiscriminados em Gaza.

O senador Dick Durbin, o número dois do partido no Senado, pediu cessar-fogo e menos de duas dezenas de democratas da Câmara apoiaram a “Resolução Cessar-Fogo Agora”. Durbin depois conseguiu apoio de uma dúzia de democratas do Senado para o cessar-fogo, porém Sanders, o querido da esquerda, não assinou a carta.

Em resposta ao tuíte da AIPAC sobre Sanders, Yonah Lieberman – cofundadora do grupo judeu americano IfNotNow, que se opõe ao apartheid israelense – disse que “faz muito tempo que não me decepciono com o político”.

Sanders é um produto da tradição sionista liberal. Durante sua campanha de 2020, assessores de Sanders pediram ao candidato que falasse sobre sua origem judaica, incluindo o fato de que seu pai, um imigrante da Polônia, perdeu a maior parte de sua família no Holocausto. Vive sob essa mística americana e judaica, mas ao mesmo tempo é um lobista. 

De acordo com o Common Dreams, agência de jornalismo independente, Sanders tem conexão direta com Israel, incluindo seu tempo vivendo em um “kibutz socialista” perto de Haifa em 1963. Como Sanders escreveu em Jewish Currents em 2019: “Foi lá que vi e experimentei por mim mesmo muitos dos valores progressistas sobre os quais Israel foi fundado. Acho que é muito importante para todos, mas particularmente para os progressistas, reconhecer a enorme conquista de estabelecer uma pátria democrática para o povo judeu após séculos de deslocamento e perseguição.” 

Na realidade, o que fica claro no caso Sanders, é que não existe sionismo de esquerda. A máscara de Sanders caiu quando passou a defender o genocídio sistemático, sem piedade, contra os pobres palestinos, que estão desarmados sofrendo um dos maiores massacres da história. 

Também cai o mito de que existe uma esquerda no Partido Democrata. Não há. Quando na realidade vemos, a virulência dos lobistas dos sionistas é a mesma dos operadores dos canhões e aviões que bombardeiam Gaza. Com isso, vemos que Sanders não passa de um político oportunista, que se aproveita do pequeno “mercado” de esquerda dos Estados Unidos, e permanecer no poder até o final da vida.

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