Vinícius Rodrigues

Militante do Partido da Causa Operária no Rio de Janeiro e membro da Direção Nacional da Aliança da Juventude Revolucionária (AJR).

Já passou da hora

O governo brasileiro deve armar o Hesbolá até os dentes!

O caminho é claro, desarmar a polícia nazissionista, armar o Hesbolá e ainda de quebra armar também a população trabalhadora brasileira!

A polícia federal, sucursal da CIA e da Mossad no Brasil, começou a inventar que há “terroristas” do Hesbolá no Brasil. Foram operações tão ridículas que ninguém minimamente de esquerda e provavelmente uma boa parte da direita não acreditou. Contudo, a PF fez um favor aos brasileiros, colocou o Hesbolá em alta mais uma vez, algo perigoso no país com a maior população libanesa fora do Líbano. Agora é possível unir o útil ao agradável. O presidente Lula não só deveria cortar relações com “Israel” mas também imediatamente colocar a indústria bélica brasileira em força total para armar o Hesbolá.

O Partido de Deus, conhecido por seu nome árabe Hesbolá, é o mais popular do Líbano, pois foi a organização que, de armas na mão, expulsou a ocupação militar de “Israel” que já durava 20 anos. Depois disso, o Hesbolá derrotou “Israel” mais uma vez em 2006 e também lutou contra o Estado Islâmico na Síria. É uma das organizações mais progressistas no mundo, pois desde sua fundação está na prática em guerra com o imperialismo. Agora o partido foi o primeiro a declarar guerra contra “Israel” em apoio aos palestinos. Os palestinos lançaram a operação Dilúvio de Al-Aqsa no dia 7 de outubro, no dia 8 o Hesbolá já atacava “Israel”.

Por causa da intervenção do Hesbolá no norte, os sionistas levaram entre 1 ⁄ 3 e 1 ⁄ 2 de suas forças militares para a fronteira norte, ou seja, para longe de Gaza. São de longe a organização que mais está ajudando os palestinos contra os genocidas israelenses. Nesse sentido, todos que apoiam a Palestina, apoia a sua luta por libertação nacional, deveria também estar ao lado do Hesbolá. O Brasil nesse sentido, com sua enorme população libanesa, poderia ocupar um papel de destaque. 

O Brasil também pode não ter uma tradição de guerra, mas certamente tem uma tradução de indústria bélica, inclusive de mandar armas para o Oriente Médio. Na década de 1980 o Brasil armou o lado errado, Sadam Hussein que atacava o Irã. Agora é hora de virar o jogo, armar o lado que luta contra o nazissionismo, armar as organizações da Resistência Islâmica. Lula já tem acordos com o Irã, esses acordos deveriam se tornar militares, a indústria bélica do Irã é uma das mais avançadas do mundo. A indústria bélica brasileira, por sua vez, destruída pelo neoliberalismo, teria a oportunidade de voltar a crescer diante da guerra no Oriente Médio. O imperialismo pode armar os genocidas sionistas, mas o Brasil não pode armar a resistência árabe?

A Avibras que está sendo privatizada deveria ser resgatada imediatamente. Ela produz sistemas de artilharia e defesa de aeronaves, foguetes e mísseis, como sistemas de armas ar-solo e superfície-superfície, incluindo sistemas de foguetes de artilharias, sistemas ar-solo de 70 mm e mísseis guiados multifunção de fibra óptica e também fabrica veículos blindados. Todo esse armamento seria muito útil para o Hesbolá impedir mais ainda o avanço dos sionistas na Faixa de Gaza. O Banco dos BRICS poderia ocupar um papel de destaque para financiar toda essa operação.

Em meio a um genocídio é preciso tomar uma ação enérgica. Palavras não tem valor nenhum, as palavras de Lula e dos líderes árabes não impedem as bombas de caírem em hospitais e matarem 130 crianças todos os dias. O que impede bombas são mais bombas, fuzis, tanques, foguetes e trabalhadores armados do outro lado da trincheira. O Brasil com toda sua riqueza e indústria poderia virar o jogo, e se existe essa possibilidade então ela é na realidade uma obrigação. O caminho é claro, desarmar a polícia nazissionista, armar o Hesbolá e ainda de quebra armar também a população trabalhadora brasileira!

* A opinião dos colunistas não reflete, necessariamente, a opinião deste Diário

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