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Izadora Dias

Izadora Dias é militante do Partido da Causa Operária em São Paulo, coordenadora do coletivo João Cândido e integrante da secretaria de organização do PCO. É militante anti-imperialista e anti-identitária. É estudante da USP e, além de colunista do Diário Causa Operária, participa do programa matinal da Causa Operária TV, o Reunião de Pauta, às sextas-feiras.

Coletivo João Cândido

O curioso caso do ministro que virou fumaça

Um ministro, que ainda se declara militante da causa dos direitos humanos, deveria estar junto da população, cujos direitos estão sendo desrespeitados

A ação do ministro dos Direitos Humano e Cidadania, Silvio Almeida, membro da cota identitária do governo Lula, revela bem a essência da política identitária, um mero jogo de cena para alavancar carreiras. Na última semana forças polícias promoveram uma verdadeira carnificina na Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro, ao menos 56 pessoas foram mortas. Denúncias de abuso de poder, ameaças, tortura e execuções não faltaram. Os direitos e garantias fundamentais foram completamente pisoteados pelo Estado nacional diante dos olhos de toda a comunidade.

O ministro, que já vem sofrendo críticas pela sua paralisia, no país onde há tanto a ser realizado no quesito defesa dos direitos fundamentais, demonstrou de maneira clara sua completa inépcia. O ministro não conseguiu fazer mais do que lançar nota oficial vazia e fria condenando, não os atos das polícias, mas possíveis exageros. No caso de São Paulo, em que a polícia matou pelo menos 16 pessoas, o ministro afirmou:

“Foi cometido um crime bárbaro contra um trabalhador que precisa ser apurado, mas nós não podemos usar isso como uma forma de agredir e violar os direitos humanos de outras pessoas” e ainda: “É preciso um limite para as coisas. Então, eu acho que o limite para isso é o respeito aos direitos humanos, seja para os agentes da segurança pública, seja para a população dos territórios onde a polícia atua”.

Diante de um massacre espantoso, o ministro sugere respeito aos direitos humanos. O ouvidor das Polícias de São Paulo, Claudio Aparecido, que teria sido ameaçado de morte por um polícia, devido às denúncias a ele relatadas, teve que convidar o ministro pisar no mesmo chão que as pessoas, cujos direitos humanos estão sendo completamente eliminados. O povo terá de sofrer sozinho, o ministro até o momento não pisou nem na Bahia, nem no Guarujá, onde a operação policial continua aterrorizando a população, nem no Rio de Janeiro.

Um ministro, que ainda se declara militante da causa dos direitos humanos, deveria estar junto da população, cujos direitos estão sendo desrespeitados, mas Almeida, como ministro identitário, tem compromisso primeiro consigo mesmo e depois com seus patrocinadores. A coisa mais marcante da gestão de Almeida na pasta, não é a defesa intransigente dos direitos contra o Estado, como deveria ser, mas o guarda-roupa do ministro, sempre com ternos caros e muito bem alinhados.

Diante, sempre com falas emocionadas e vazias, reverberadas pela imprensa capitalistas, escafedeu-se diante de um caso concreto anulação dos direitos humanos, certamente voltará a aparecer, passado o calor do momento, com falas emocionadas vestindo um de seus belos ternos Ricardo Almeida.

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