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Análise Internacional

“No final do arco-íris do neoliberalismo, tem uma Cracolândia”

Programa foi ao ar na tarde de ontem (21) e contou, como sempre, com a participação de Rui Costa Pimenta e do Comandante Robinson Farinazzo

“É o voto do desespero”. Foi assim que o presidente nacional do Partido da Causa Operária, Rui Costa Pimenta, caracterizou a vitória surpreendente de Javier Milei, da coalizão La Libertad Avanza, nas eleições prévias obrigatórias da Argentina. O candidato é considerado um “super ultra neoliberal” por Rui Pimenta e conseguiu uma vantagem confortável diante do segundo colocado. As declarações foram dadas no programa Análise Internacional, que vai ao ar todas as segundas-feiras no canal Diário Causa Operária e no canal Arte da Guerra.

A eleição vencida por Milei é uma espécie de preparação para as eleições presidenciais. Nela, são os escolhidos os candidatos de cada coalizão, bem como os partidos que poderão participar do pleito oficial. As agremiações que não superarem a cláusula de barreira estabelecida, são eliminados já nessa etapa. Embora seja uma eleição preparatória, ela tem o mesmo caráter das eleições presidenciais:é organizada pelo Estado, são obrigatórias aos argentinos e cada cidadão pode votar em um único candidato.

Segundo Rui Pimenta, Milei seria um candidato “avulso” – isto é, sem vinculação aos grandes partidos do regime – e sua vitória teria revelado “uma situação de desespero e de falência da Argentina”. O presidente do PCO alertou aos brasileiros de que o que acontece no país vizinho deverá acontecer no Brasil, na medida em que a economia vai afundando. “Ele propõe acabar com a aposentadoria, com os direitos dos trabalhadores, com tudo: é o neoliberalismo ao extremo”. Milei seria, portanto, a face mais agressiva da crise capitalista que, desde 2008, não encontrou uma saída.

Rui Pimenta ainda destacou que Milei defende um regime duro, repressivo. Considerando que ele é apoiado por camadas populares, uma vez que a maioria da classe média mais conservadora e da burguesia votou nos candidatos peronistas ou “macristas” – isto é, ligados ao ex-presidente Mauricio Macri -, o voto em Milei é “o voto de um país que está em um beco sem saída”.

Além de revelar o desespero da situação argentina, a votação de Milei também escancarou o fracasso da esquerda argentina. O setor mais expressivo dessa esquerda é o grupo conhecido como La Cámpora, que carrega o nome do ex-presidente peronista Héctor José Cámpora e é liderado pela ex-presidente Cristina Kirchner. Os membros do grupo e seus apoiadores também são frequentemente chamados de kirchneristas, tamanha a influência da ex-presidente.

O kirchnerismo é um movimento nacionalista burguês bastante moderado e que se aloca no interior do peronismo – este sim um partido muito mais amplo e majoritariamente conservador. Os maiores erros do kirchnerismo estão justamente na aliança com os setores mais reacionários do peronismo. A decisão de Kirchner de não lançar sua candidatura presidencial em 2019, em meio.a um golpe de Estado, e apoiar a do direitista Alberto Fernández foi um dos maiores desastres para a esquerda argentina.

A chamada frente de esquerda argentina também refluiu, refletindo um outro problema grave de um setor da esquerda que tem relações com o movimento operário. Por se alinhar à direita na campanha contra o kirchnerismo, esse setor foi incapaz de crescer mesmo diante da crise total do La Cámpora.

O outro analista do programa, comandante Robinson Farinazzo, destacou que nenhum candidato é capaz de chegar com tanta força em uma eleição ser ter uma base social por trás. O comandante, no entanto, dedicou a maior parte de sua análise à política neoliberal, da qual Milei é a expressão mais selvagem.

“O neoliberalismo foi o maior concentrador de renda da história da humanidade”, destacou Farinazzo. “É como eu sempre disse, no final do arco-íris do neoliberalismo, não tem um pote de ouro, tem uma Cracolândia. O neoliberalismo é o câncer do mundo inteiro”.

Para ficar por dentro de todos os detalhes da análise de Rui Pimenta, e também do Comandante Robinson Farinazzo, sobre a situação na Argentina, não deixe de assistir a edição de ontem (21) da Análise Internacional.

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