Liberdade de expressão

Nikolas Ferreira tem todo o direito de ser “transfóbico”

Deputado corre o risco de ter o mandato cassado, o que de fato anularia o voto de mais de um milhão de pessoas que o elegeram

Os representantes do povo têm não apenas o direito, mas o dever, de expressar a opinião de seus eleitores. Nikolas Ferreira foi eleito por quase 1,5 milhão de pessoas justamente porque essas pessoas acreditam que ele vai expressar a opinião delas.

O nome parlamento vem de parler, ou seja, falar, discursar, dar a opinião. Essa é a essência da democracia. Na Grécia Antiga havia a Ágora, a praça pública em que os cidadãos faziam discursos (emitindo sua opinião).

O Parlamento moderno, ou o Congresso, é a Ágora de uma democracia representativa. É onde os representantes do povo expressam a opinião de seus representados, já que os representados não podem expressar diretamente sua opinião a todo o povo.

Essa opinião precisa ser respeitada, caso contrário isso sim seria um crime: um deputado assumir uma opinião diferente daquela pela qual ele foi eleito seria um estelionato eleitoral, uma traição aos seus eleitores.

Os identitários querem que a opinião deles seja unânime, que todos se dobrem a ela. Isso é antidemocrático, porque as pessoas que pensam de tal forma não poderiam votar em pessoas que pensam da mesma forma que elas.

Deste modo, não teriam o direito de ter seus representantes na política. Elas seriam excluídas da política. Impedir as pessoas de falarem o que pensam e dos representantes expressarem a opinião dos seus representados é um atentado direto contra os direitos democráticos mais elementares.

Censurar essas pessoas é antidemocrático, ataca não uma minoria mas uma maioria. Querem impor à maioria a opinião de uma minoria residual. Essa censura é uma perseguição política contra as ideias da maioria da população. Somente um regime arbitrário e ditatorial poderia impor uma medida como essa.

Os identitários, igual aos fascistas em um Estado totalitário, querem modificar a mente das pessoas, querem forçar as pessoas a pensarem o que eles pensam, querem que elas não sejam autênticas, querem roubar-lhes até mesmo sua própria individualidade. Em outras palavras, querem bestializar os indivíduos e reduzi-los a nada.

Querem que as pessoas sejam falsas, hipócritas, mentirosas, que uma pessoa não fale o que pensa, mas emita uma opinião que não é a dela. É um ataque a um direito individual, a um dos mais elementares.

Os identitários querem uma sociedade hipócrita, onde um engana o outro com discursos falsos. Talvez estejam felizes os identitários com o nosso Congresso Nacional. Na verdade, nada precisaria ser mudado na política brasileira: todos os políticos já são iguais ao que os identitários querem, pois falam o que as pessoas querem ouvir por pura demagogia, ao invés de expressarem sua verdadeira opinião.

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