Nakba 75, um protesto!

Nakba: catástrofe palestina completa 75 anos

Todos os anos os palestinos se manifestam protestando contra a ação nociva do imperialismo contra o seu povo e a cada ano aumenta a adesão de outros povos contra o imperialismo

A partir de um plano do imperialismo britânico, comandado pelos Estados Unidos, para a partição da Palestina, posto a cabo e impulsionado pela ONU em 29 de novembro de 1947, a Resolução 181 (II), iniciou-se a “criação de Estados árabes e judeus independentes” onde a cidade de Jerusalém era um “Regime Internacional Especial”. Daí surgem os conflitos nesta região do Oriente Médio que, após a intervenção da ONU, passou a ser considerada pelos povos que sempre habitaram nesta região como um desastre ou catástrofe (Nakba, em árabe). As fontes dos dados utilizados por esta matéria encontram-se nos portais da wikipédia e no portal da ONU.

Antes dominada pelas tropas britânicas, a Palestina já há muitas centenas de anos, aproximadamente 600 anos, era controlada pelos turcos. As tropas inglesas se retiraram totalmente em 1º de agosto de 1948, porém submeteram os povos da região a leis forçadas por força militar internacional aos que as desobedecessem. Criaram um estado de exceção e uma ditadura na região. Hoje qualquer situação de paz como os acordos de cessação de guerra são festejados pelos palestinos como vitória e a Nakba todos os anos é lembrada como uma manifestação da ilegalidade da criação do Estado de Israel.

Partição imposta pela ONU a partir de 1948 (Reprodução)

Desde essa época até hoje o que se vê é a polarização entre o nacionalismo palestino, que defende a autodeterminação da Palestina, região habitada pelos povos originários há milênios, e o nacionalismo judaico, ou sionismo, impusionado pelo imperialismo americano, principalmente, que reivindica um território com base em tradições históricas e lendas religiosas, terras que nas análises políticas pertenciam nos últimos anos ao Império Otomano (turco).

Entre 1200 aC e 550 aC se deu o período conhecido como Idade do Ferro, quando foram estabelecidos, historicamente, os reinos de Israel e Judá que deram origem aos samaritanos e judeus e muitas tradições desses povos. Disso sugiram o samaritanismo, judaísmo, cristianismo, islamismo, druzismo, bahá’sim e vários outros movimentos religiosos.

Mapa do processo de anexação ilegal de partes da Cisjordânia pelo Estado de Israel. Um acordo durante o governo Trump previu a a apropriação por Israel de 30% das colônias e territórios palestinos no Vale do Jordão, a 50 km de Gaza, e um Estado Palestino restrito às áreas restantes.  Imagem: Reprodução 

Durante a história humana vários povos ocuparam o que hoje se conhece como, ou se tenta imprimir à região este nome, Terra de Israel. Essa região já esteve sob influência ou controle de várias organizações políticas e, como resultado, historicamente hospedou uma grande variedade de grupos étnicos.

Em 1948, a Declaração de Independência de Israel desencadeou a Guerra Árabe-Israelense de 1948 , que resultou no êxodo palestino de 1948 e, posteriormente, levou a ondas de emigração judaica de outras partes do Oriente Médio.

Israel foi fundado em 14 de maio de 1948, e a Nakba é lembrada pelos palestinos no dia 15. A derrota dos palestinos marca a fundação do estado de Israel e o início da campanha de limpeza étnica dos palestinos na região, que só não foram eliminados por causa do duro combate que travam contra as forças de ocupação.

A Nakba é também conhecida como a Catástrofe Palestina, foi a destruição da sociedade palestina e da pátria em 1948, e o deslocamento permanente, forçado pelo imperialismo, da maioria dos árabes palestinos . O termo Nakba é usado para descrever os eventos de 1948 e a ocupação contínua dos palestinos nos territórios palestinos (a Cisjordânia, antiga Jordânia, ocupada e a Faixa de Gaza), bem como sua perseguição e deslocamento nos territórios palestinos e nos campos de refugiados palestinos em toda a região.

O que ocorreu na Nakba durante e logo após a guerra da Palestina de 1948 foi a inclusão de 78% da Palestina sendo declarada como Israel , a expulsão e fuga de 700.000 palestinos , o despovoamento e destruição relacionados de mais de 500 aldeias palestinas por milícias sionistas e apagamento geográfico subsequente , a negação do direito palestino de retorno , a criação de refugiados palestinos permanentes e a “destruição da sociedade palestina”. A expulsão dos palestinos já foi descrita por alguns historiadores como limpeza étnic.

Além das perdas territoriais

Imagem: Reprodução
Legenda: palestinos fogem da aldeia de Qumiya durante a Nakba em 1948 (Reprodução)

O escritor israelense Ilan Pappé, com seu livro “A limpeza Étnica da Palestina”, apresentou os horrores cometidos pelos sionistas para expulsar palestinos de suas terras para que pudessem fundar um Estado judeu. Outro autor Alan Dowty, citado pelo portal Wikipedia, relata que o relacionamento entre os EUA e Israel foi se aprofundando paulatinamente no tempo mas “não foi um simples processo linear de crescente cooperação, mas uma sucessão de situações de barganha tendenciosa, com diferentes componentes estratégicos e políticos em cada uma delas.”

 As relações entre Israel e o imperialismo americano sempre foram estreitas, ambos compactuam interesses estratégicos no Oriente Médio. Segundo o embaixador Chas W. Freeman Jr. os contribuintes americanos financiam 20% a 25% do orçamento israelense de defesa.

Segundo o portal da Fepal, houve contatos entre Stalin e o movimento sionista em 1941, quando a União Soviética ainda era um aliado da Alemanha nazista (pacto germano-soviético assinado em 28/09/1939). Na votação de 29 de novembro de 1947 na ONU, Moscou e seus satélites, exceto a Iugoslávia (por motivos que permanecem obscuros até hoje), também apoiaram a divisão da Palestina.

A cada ano o povo palestino demonstra sua oposição ao imperialismo e sua política de extermínio contra ele manifestando a Nakba e recebendo apoio de vários outros povos no dia 15 de maio, o que demonstra o enfraquecimento sequente do imperialismo americano.

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