A participação do Brasil na COP 28 e a admissão do Brasil na OPEP+ foram motivos de muitas reações em todo panorama político brasileiro. Como era de se esperar, surgiram ataques ao governo Lula por participar de um evento que supostamente procura medidas para resolver o problema climático e, ao mesmo tempo, ser aceito em uma organização de produtores de petróleo, a suposta causa de todo descontrole climático.
A COP é uma conferência das Nações Unidas, que reúne 197 países para buscar soluções por meio de acordos para o problema climático. Porém, visto que neste sistema econômico em que vivemos, não há a menor possibilidade do problema climático ser resolvido por simples acordos.
A verdadeira finalidade desse encontro é fortalecer o domínio imperialista sobre os países atrasados, países estes que são cinicamente acusados de não cooperar com a solução dos problemas, enquanto os imperialistas lutam pelo controle dos recursos naturais dessas regiões.
O evento ocorrerá até o dia 12 de dezembro, mas desde já podemos ver indícios da real intenção dos países imperialistas. Marina Silva, ministra do meio ambiente e representante de George Soros no Brasil, fechou acordo com a secretária britânica Claire Coutinho para o aumento da “contribuição” com o Fundo Amazônia.
No encontro também, o presidente francês Emmanuel Macron, fez um discurso com certo tom de ameaça, posicionando-se contra um acordo entre União Européia e Mercosul, argumentando que os países latinos, citando o Brasil e o presidente Lula, não são tão rígidos no controle de emissão de carbono quanto a França.
Quanto à entrada do Brasil na OPEP+, onde não será membro pleno do grupo, mas como observador, não podendo interferir nas decisões. Segundo Lula, o Brasil “não apita nada” dentro da OPEP. O presidente também afirmou que o Brasil irá cooperar com o incentivo da transição energética para esses países.
Porém esse fato já foi motivo de ataques da imprensa burguesa brasileira. A jornalista da Globo Miriam Leitão, em sua coluna, afirmou se tratar de uma “contradição ambiental, não faz sentido do ponto de vista econômico”.
A jornalista defende o ponto de vista imperialista em relação à situação, no passado já foi a favor da privatização da exploração do petróleo no Brasil e agora ataca Lula por integrar a OPEP, mesmo que não seja como membro pleno.
O grande problema dos imperialistas em relação a essa situação é que os países produtores de petróleo estão ou totalmente ou gradativamente se afastando do controle imperialista sob suas economias, seja através da OPEP ou pelo BRICS.
Por esse motivo também é que há tanta histeria dos imperialistas pela transição energética, contra a exploração do petróleo. Afinal, não há como manter a economia mundial sem a utilização do petróleo, não somente pela questão energética, mas para a produção em geral. Dessa maneira, a busca pelo controle dos países produtores de petróleo é algo primordial na política imperialista.