Junta militar do Níger.

Junta militar do Níger segue resistindo ao imperialismo francês

França insiste em não reconhecer junta militar e sofre as consequências de sua política imperialista.

 O levante anti-imperialista na África continua, a rebelião tem como principal alvo o imperialismo francês, tradicional carrasco do povo africano desde o fim do século 19.  

No Níger, novos acontecimentos se somam a tomada do poder por uma junta militar nacionalista em 29 de julho deste ano. O destaque é a declaração do presidente francês Emmanuel Macron sobre a situação do embaixador Sylvain Itté. Em viagem pela região de Dijon, no leste da França, o presidente falou sobre a situação do embaixador no país africano: “Neste momento, temos um embaixador e funcionários diplomáticos que estão literalmente mantidos como reféns na embaixada francesa”, declarou Macron. 

 O embaixador e seus funcionários já haviam recebido o ultimato para deixarem o país desde o fim de agosto, após o levante da junta militar, porém o governo francês insiste em não aceitar a legitimidade da junta. Para Macron, o que será feito é “Tudo o que combinarmos com o presidente Bazoum, porque ele é a autoridade legítima e falo com ele todos os dias.”

 Aparentemente, defender a integridade de seus funcionários está em segundo plano para o governo francês, que considera a expulsão uma provocação. Sobre a atual situação do embaixador, Macron acrescentou: “Estão impedindo as entregas de alimentos”, “Ele está comendo rações militares.”

No mesmo dia 15, a Agência de Imprensa do Níger (ANP) anunciou o cancelamento de passaportes diplomáticos concedidos a ex-ministros, juristas e outros funcionários governamentais.

 Para os franceses, o presidente legítimo do Níger é Mohamed Bauzoum, eleito em 2021. O nigerino sempre viu como positiva a interferência francesa e os empréstimos do banco mundial e do FMI para a superação de problemas causados pela pandemia. Somente com a autorização de Bazoum é que a situação do embaixador e sua equipe será resolvida.

 A situação também se agravou para os franceses após a constatação da mobilização dos franceses para uma interferência no Níger através dos países vizinhos que integram a chamada  CEDEAO (Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental). O governo norte-americano também assumiu controlar drones na região para monitoramento do país.

 De acordo com o jornal imperialista francês Le Monde, outra forma de reação francesa à junta nacionalista que depôs Mohamed Bazoum da presidência do país se dará pela questão cultural.

 O Ministério da Cultura francês declarou a suspensão de projetos de cooperação e ajuda financeira para o Níger, Mali e Burkina Faso. O motivo é obviamente os levantes hostis à França que ocorreram nos três países.

 O boicote aos artistas destes países não foi bem aceita pelos sindicatos culturais franceses, que “corrigiram” a declaração afirmando que o boicote não será para os artistas naturais desses países que estão no território francês. Ainda a respeito dessa medida, a França afirma não querer cortar laços com a população civil desses países e manter-se conectados a eles através das universidades e instituições culturais.

 Essa política indica que os franceses visam manter seu domínio nesses países através de uma classe média que pode se insurgir contra um governo nacionalista através da influência cultural francesa. A tática é a mesma que o imperialismo norte-americano se utilizou para levar adiante o golpe de estado em 2016 no Brasil, que ainda sofremos as consequências e também o golpe de 2014 na Ucrânia, que levou ao conflito atual entre a Rússia e a OTAN.

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