Rui Costa Pimenta:

“Julgamento de Bolsonaro é totalmente político”

Na Análise Política da 3ª, o presidente nacional do PCO comenta o apoio da esquerda à perseguição anti-democrática contra Bolsonaro e muitos outros temas

Na Análise Política da 3ª desta semana, programa que vai ao ar toda terça-feira no canal oficial da Rádio Causa Operária, do YouTube, o presidente nacional do Partido da Causa Operária, Rui Costa Pimenta, comentou diversas questões que surgiram nas últimas semanas no cenário político nacional e internacional. Os temas são levantados pelos apresentadores e também pelos espectadores que assistem ao programa ao vivo e mandam as perguntas pelo chat

O primeiro tema comentado no programa foi a questão do julgamento da inelegibilidade do Bolsonaro, que está tramitando ao longo dos últimos dias no TSE. Rui Costa Pimenta comenta uma matéria do jornal online Esquerda Diário, que diz “Bolsonaro deve ser julgado por todos os seus crimes contra o Brasil. A cassação de seus direitos políticos é justa, mas é pouco”.

A análise do presidente do PCO é ressaltar a grande confusão política da esquerda, que acredita que é correto utilizar o poder judiciário para o “acerto de contas” com seus inimigos políticos. Ainda que se considere que Bolsonaro, assim como muitos outros ex-presidentes, poderia ser julgado por seus crimes contra o Brasil, isso não seria necessariamente por aquilo que mais criticam Bolsonaro na imprensa. No caso em questão, Bolsonaro está sendo condenado por algo completamente sem sentido e seu julgamento é totalmente político. Segundo o processo, seu crime seria ele ter se reunido com embaixadores e dito que as urnas brasileiras são fáceis de ser fraudadas. 

Rui relembra que a esquerda não deveria apoiar esse tipo de precedente, já que se trata de uma condenação política, por um crime de opinião, e que muito em breve poderá se virar contra a esquerda ou o próprio Lula. Além disso, de um ponto de vista político, a extrema-direita pode facilmente utilizar esse caso para retratar Bolsonaro como um perseguido político, e o ônus de ser o perseguidor irá recair sobre Lula e o PT, e não sobre o Judiciário, o que tem um efeito muito negativo aos olhos da população.

Outro ponto a ser questionado é a eficiência do método de “luta política”. É preciso se perguntar se dará certo a perseguição contra Bolsonaro. E é muito simples de conceber que isso com certeza não dará certo. A burguesia pode estar condenando-o agora, mas, eventualmente surge uma crise no cenário político e a burguesia chama Bolsonaro novamente para atuar. 

É evidente que, ao ver uma pessoa sendo perseguida politicamente, a população irá se perguntar o porquê disso e irá observar que quem persegue o Bolsonaro não é o movimento operário ou os camponeses, mas os poderosos, o STF e isso irá gerar uma impressão muito negativa. Portanto, é preciso combater o Bolsonaro com as armas da esquerda, do movimento operário, da classe trabalhadora.

Também foi comentada a plenária “contra o arcabouço fiscal de Lula, o marco temporal, pela revogação das reformas trabalhista, previdenciária e do novo Ensino Médio”, chamada por setores mais golpistas da esquerda pequeno-burguesa. Os grupos que chamaram foram principalmente PCB, PSTU e outros associados. Rui ressaltou o amálgama feito por eles, misturando uma série de reivindicações com o “arcabouço fiscal de Lula” na chamada para a atividade, deixando claro que queriam imputar a Lula outras coisas que não são de sua responsabilidade.

O marco temporal, por exemplo, não é criação do Lula, o governo está contra o marco, inclusive. Neste momento, o marco temporal está sendo votado no Congresso Nacional. Além disso, a própria reivindicação contra o Arcabouço Fiscal é confusa, não propõe nada no lugar. É apenas uma reivindicação negativa.

Outros fatos comentados: a movimentação ocorre em um momento em que o governo Lula está sendo duramente atacado pelo imperialismo, as reivindicações e críticas por parte dessa esquerda são muito duras, mostrando que já estão com a intenção de fazer uma oposição contra o governo. Rui também comenta que é muito improvável que essa política dê certo. Segundo ele, os grupos saíram cedo demais em ataque contra o PT, não há a perspectiva de que a população acompanhe essa política. 

Rui também comentou a declaração de Flávio Dino, que afirmou que a “hegemonia asiática é uma ameaça à democracia”. Na opinião de Rui, isso seria um ataque contra o governo Lula. Trata-se de um posicionamento vindo diretamente dos órgãos de inteligente norte-americana a respeito do governo Lula, que está negociando com a China em várias frentes e também tem uma posição de apoio à Rússia. Segundo Rui, “É uma política caninamente pró-imperialista”. É uma demonstração de que Dino é um político estilo PSDB, além de estar fazendo declarações contra o Lula de forma aberta e nada sutil.

Muitos outros temas foram comentados no programa, para acompanhá-los, basta assistir o vídeo abaixo e ficar atento à próxima edição do programa Análise Política da 3ª, na Rádio Causa Operária, agora em novo horário: terça-feira, ao meio-dia.

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