Militares

Julgados? Condenados? Presos? Não, promovidos!

Quase três meses após a invasão das sedes dos Três Poderes, as Forças Armadas seguem intocadas

No dia 23 de março, o Exército Brasileiro publicou, em seu sítio, uma matéria anunciando a troca do general Dutra do Comando Militar do Planalto. O texto menciona uma cerimônia que celebra a capacidade operacional e logística avançada do comando. No entanto, é irônico que se destaque essa capacidade quando o Comando Militar do Planalto teria falhado em proteger o Palácio do Planalto no dia 8 de janeiro. 

É público e notório que o ex-comandante de Operações da Polícia Militar do Distrito Federal acusou o general Dutra, que comandava o CMP na época, de ter frustrado as tentativas de retirar os bolsonaristas do acampamento ilegal na área do QG em Brasília. Além disso, o Palácio do Planalto foi invadido e vandalizado sob o comando do general Dutra.

Conforme alertado previamente neste Diário, a resposta encenada pelo judiciário após a invasão da Praça dos Três Poderes não alcançou os principais responsáveis pela mobilização do dia 8 de janeiro. É amplamente conhecido que o alto-comando militar esteve profundamente envolvido, tanto na organização da militância bolsonarista quanto na facilitação do acesso aos prédios públicos e na retirada dos líderes quando as coisas ficaram fora de controle.

No entanto, além de continuarem impunes, ainda foram premiados com cargos relevantes pelo comando do Exército. 

Por exemplo, o tenente-coronel Cid, que é acusado de ter cometido inúmeros crimes e responde a inquéritos no STF, continua impune e foi premiado com um cargo no Comando de Operações Terrestres. O coronel Paulo Jorge Fernandes da Hora, que comandava o Batalhão da Guarda Presidencial e impediu a prisão em flagrante de militares da ativa que participavam da invasão e depredação do Palácio do Planalto, também foi premiado com um cargo no exterior. 

Essas premiações evidenciam, também, que o alto comando do Exército é uma burocracia intocável. Estão sendo promovidos pelo chefe do Exército que Lula indicou e que foi apontado pela esquerda como o “Marechal Lott do Lula”. O “Marechal Lott” agora está indicando os bolsonaristas golpistas das Forças Armadas para vários cargos importantes.

O caso mostra que era tolice acreditar que o STF e o ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB), fariam, de fato, alguma coisa concreta contra os cabeças das manifestações. Ao contrário, apenas alguns bolsonaristas — de segundo escalão; setores populares que têm o direito de se manifestar; donos de pequenos comércios e coisas do tipo — foram punidos. Os verdadeiros líderes da operação contra o governo Lula estão sendo promovidos!

Isso mostra como a situação política do governo é frágil. O PT está tendo que fazer vários malabarismos para tentar aprovar qualquer coisa no congresso nacional. Portanto, a colocação de que o governo Lula saiu fortalecido com o 8 de janeiro é absurda, o que aconteceu foi o exato oposto, uma tentativa de enfraquecer o governo petista já no início de seu mandato.

Lula não pode se apoiar nas instituições. O Congresso está tomado pela direita bolsonarista; o Supremo Tribunal Federal (STF), tirando todo o disfarce de aparência democrática, está dominado pelos golpistas; no Governo Federal, Lula está cercado de sabotadores; nas Forças Armadas, estão os conspiracionistas que querem derrubar ou enfraquecer o governo do PT.

Por isso, Lula deve se apoiar no povo — que o elegeu em uma das eleições mais polarizadas da história — e adotar as medidas populares pelas quais foi eleito. É preciso revogar as medidas adotadas pelos golpistas, chamando um plebiscito revogatório com votação do povo a cada uma dessas medidas.

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