Declaração de Netanyahu

Israel autoriza Mossad a assassinar “líderes do Hamas” pelo mundo

Caso o Mossad comece de fato a assassinar membros do Hamas em outros países, o escopo do conflito se expandirá, gerando risco de ações contra embaixadas imperialistas e sionistas

Nesta quarta-feira (22), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu disse a jornalistas do Jerusalém Post que instruiu o Mossad a “agir contra os líderes do Hamas onde quer que estejam”, deixando claro a disposição do premier nazista em violar a soberania nacional de outros países para concretizar seus objetivos políticos, como sempre o fizera.

Sua declaração veio um dia após o governo ter firmado a trégua temporária com o Hamas. Netanyahu disse que continuará sua guerra até eliminar completamente o Hamas:

“A guerra continua… até alcançarmos todos os nossos objectivos: devolver todos os reféns, eliminar o Hamas e garantir que no dia seguinte ao Hamas, nenhum elemento que apoie o terrorismo, eduque os seus filhos para o terrorismo e pague aos terroristas ou às suas famílias, controlará Gaza. 

Gaza não constituirá mais uma ameaça para Israel. Restauraremos a segurança tanto no sul como no norte. Estamos vencendo e continuaremos lutando até a vitória absoluta”

O Mossad (sigla em hebraico para Instituto de Inteligência e Operações Especiais), junto da Amam e do Shin Bet fazem parte da rede de espionagem do Estado de “Israel”. O Mossad em si, é voltado principalmente para a espionagem externa.

Contando com cerca de 7 mil membros, é uma das maiores agências estatais do mundo, sendo a equivalente em “Israel” à CIA (Agência Central de Inteligência), dos Estados Unidos. Acumula, em seus quase 75 anos de existência, inúmeras operações que resultaram em assassinatos de pessoas consideradas inimigas do Estado sionistas, crimes estes cometidos frequentemente em solo estrangeiro, violando a soberania e as leis dos respectivos países. Dentre os vários alvos do Mossad, esta sinistra agência, vários líderes da luta pela libertação nacional palestina foram assassinados ao longo dos anos. Eis abaixo a lista de alguns deles:

  • Ghassan Kanafani – Escritor palestino e membro da Frente Popular para a Libertação da Palestina.
  • Abdel Wael Zwaiter – Membro da Organização para a Libertação da Palestina e do Setembro negro, primo de Yasser Arafat.
  • Mahmoud Hamshari – Representante da Organização para a Libertação da Palestina
  • Hussein Al Bashir – Representante do Fatah.
  • Basil Al Kubaisi – Membro da Frente Popular para a Libertação da Palestina e professore de direito internacional na Universidade de Beirut.
  • Kamal Adwan – Comandante do Setembro Negro, e membro do Comitê Central do Fatah.
  • Kamal Nasser – Poeta cristão e membro da Organização para a Libertação da Palestina

Estes são apenas alguns dos nomes daqueles que lutavam pela libertação do povo palestino e foram assassinados pelo Mossad, a serviço do Estado nazista de “Israel”. A lista é muito maior, incluindo mais dezenas de nomes, corroborando o caráter criminoso dessa organização.

Contudo, os tempos são outros e o Estado sionista encontra-se em profunda crise, conforme evidenciado pela ação revolucionária da resistência palestina, encabeçada pelo Hamas, no dia 7 de outubro (e toda crise que dela se seguiu).

Assim como se deu com o bombardeio de Gaza em resposta à referida ação, a determinação de Netanyahu para que o Mossad aja contra o Hamas em qualquer canto do mundo expõe uma situação de desespero. Em mais de quarenta dias de genocídio, Israel não conseguiu conquistar nenhum objetivo militar significativo contra a resistência palestina, que é liderada pelo Hamas.

Pode-se estar diante de mais uma bravata por parte de Netanyahu e daqueles que comandam Israel, que disseram que iam acabar com o Hamas, mas acabaram sendo forçados a uma trocada de prisioneiros. Contudo, caso o Mossad comece de fato a assassinar membros do Hamas em outros países, o conflito poderá se aprofundar, deixando de haver “regras no jogo”, no sentido de expandir seu escopo, aumentando os riscos de ações da resistência contra embaixadas israelenses e mesmo norte-americanas em diversos países.

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