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Valéria Guerra

Historiadora, artista (atriz) sob DRT 046699-RJ. Jornalismo UMESP-SP, término neste ano corrente. Bióloga e professora da Rede Estadual do Rio de Janeiro. Colaboradora textual do Site Brasil 247 há 4 anos. Escritora com livros publicados e textos para inúmeras Antologias, inclusive concursos de textos teatrais. Mestrando em psicologia da Educação. Escreveu o livro “Eu preciso de um Hulk” que se transformou em peça homônima

Apatia sociológica

Identitarismo: um Frankenstein?

Administrar suas populações dessemelhantes era uma das ações dos impérios, que ocorriam através de coerção ao explorar e governar vidas

O clássico de terror chamado Frankenstein (Mary Shelley) misturou fantasia à saga de um monstrengo. Victor havia dedicado muitos anos estudando como dar vida a uma criatura formada por partes cadáveres humanos. Após descobrir na teoria, resolve colocar o plano em prática e passa a visitar cemitérios em busca das “melhores” partes de corpos para criar um ser.

Ele então consegue dar vida a uma criatura enorme, animada por meio de impulsos elétricos. Ao ver que seu experimento deu certo, o cientista fica muito satisfeito, mas logo em seguida se dá conta da enrascada em que havia se metido.

Com medo da gigante e horrenda criatura, ele se afasta e a abandona. O monstro foge do laboratório levando os diários do doutor e vai para uma floresta, onde também encontra uma bagagem com roupas e livros.

Ele passa a morar em uma cabana próxima de uma família de franceses. Essas pessoas o inspiram e, por meio da observação, ele aprende a ler e falar.

Após algum tempo, toma coragem e entra em contato com a família, esperando que eles o acolham, pois a tristeza e solidão eram grandes.

Entretanto, a família fica apavorada e o expulsa. A partir desse momento, a criatura desenvolve um ódio intenso pela humanidade e busca a todo custo se vingar de seu criador.

O monstro, sabendo que a família de Victor vivia em Genebra, vai até lá e, por vingança, mata o irmão mais novo de Victor. A culpa recai sobre Justine, a empregada da família, que é condenada à morte. E uma mulher refletiu sobre os efeitos da maligna vontade que o ser humano possui de ser um deus, escrevendo o romance que inspirou versões cinematográficas e teatrais, a partir de 1818, ano de seu lançamento: como obra literária.

Sempre os assalariados, empregados, escravos levam a culpa do que o sistema imperioso decreta, através de conflitos de soberania, que ocorreram, e ainda ocorrem, no mundo todo, investigar a história do imperialismo, advindo das trajetórias imperiais, deve ser o dever de casa para cada estudante e para cada cidadão.

Administrar suas populações dessemelhantes era uma das ações dos impérios, que ocorriam através de coerção ao explorar e governar. Aí nasce o identitarismo, que como filho da exclusão virou o resultado perfeito para o futuro de uma reação que à guisa de seu “pai” também irá excluir e punir o seu igual.

Um futuro recheado de bolhas neoliberais, que se inserem no mundo dos contrastes e conflitos, e não se preocupam com a paridade e equidade, deixando de lado a verdadeira luta de classes. A mão do Mercado do doutor Capitalismo, incrustada no âmago de Victores, Trumps, Hitlers ou outros forjadores de “criaturas” à sua semelhança, faz nascer aquele que deseja ser e não estar: e o pior é que sua vingança é extremamente capital.

* A opinião dos colunistas não reflete, necessariamente, a opinião deste Diário

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