Escola de Frankfurt

Habermas defende nazismo israelense

Filósofo defende que Israel, fundado sob a base de uma política racista e de limpeza étnica, tem o direito de existir nem que seja por cima do cadáver de milhões de palestinos

O filósofo alemão Jurgen Habermas, membro da Escola de Frankfurt, expoente da “Teoria Crítica” elaborada nas universidades para formar “marxistas” de academia, publicou no sítio da Universidade de Goethe em Frankfurt, no último dia 13 de novembro, um texto, assinado também por mais três pesquisadores, no qual ele se pronuncia sobre o conflito entre Israel e palestinos.

Para o filósofo da Escola de Frankfurt, a guerra israelense contra o povo palestino começou não há 75 anos – com a expulsão dos palestinos pelos sionistas da sua própria terra – mas no dia 7 de outubro com a ofensiva do Hamas que, teria obrigou o Estado de Israel a dar uma “resposta” aos palestinos.

Diz a nota que “a situação atual criada pela extrema atrocidade do Hamas e pela resposta de Israel a ela levou a uma cascata de declarações morais e políticas e protestos”. Ou seja, para Habermas, o bombardeio promovido pelo nazismo israelense, que matou, apenas entre crianças e bebês, mais de 5 mil inocentes, alcançando a casa dos 15 mil civis com mulheres e homens, em pouco mais de 40 dias, não passou de uma “resposta” à “extrema atrocidade do Hamas”.

Continua a nota dizendo que “acreditamos que, em meio a todas as opiniões conflitantes sendo expressas, existem alguns princípios que não devem ser contestados. Eles são a base de uma solidariedade adequadamente compreendida com Israel e os judeus na Alemanha”. Portanto, decreta que é dever de todos os alemães serem solidários não simplesmente aos judeus, mas ao Estado de Israel, que promove um genocídio em Gaza.

Segundo Habermas, no entanto, esse genocídio não existe. Na verdade, quem teria promovido um “massacre” seria o próprio Hamas, “com a sua intenção declarada de destruir a vida judaica em geral”, o que “levou Israel a retaliar”.

Sobre o “massacre do Hamas” em 7 de outubro, em primeiro lugar, é preciso se perguntar como é possível seriamente taxar de massacre um ataque do qual pouco se sabe sobre o real número de mortes, menos ainda se sabe do real número de mortes, verdadeiramente, provocadas pelo Hamas. 

O número inicial do total de “mortos” era 1.400, mas foi recentemente corrigido para 1.200. No entanto, a imprensa mais séria, não alinhada ao lobby sionista, aponta que no dia 7 de outubro teria ocorrido menos de mil fatalidades. Ainda, entre esses, muitas vítimas não são do Hamas, mas do próprio Exército do Estado de Israel, que matou civis israelenses.

Em segundo lugar, como se pode considerar como “resposta” a política de Israel? Em menos de dois meses, foram intensos bombardeios que mataram 15 mil inocentes, a esmagadora maioria composta por crianças, bebês e mulheres, diversas infraestruturas civis destruídas, como hospitais, escolas, ambulâncias, etc.

Habermas também mente quando afirma que o Hamas pretendeu com sua operação no dia 7 de outubro “acabar com a vida judaica em geral”. Ou seja, não é que o o movimento islâmico deflagrou um ataque contra um Estado que há 75 anos rouba e mata o povo palestino, mas sim um ataque contra o povo judeu “em geral”. Essa, no entanto, não é a política do Hamas, que em seu programa diz:

“O Hamas afirma que seu conflito é com o projeto sionista e não com os judeus por causa de sua religião. O Hamas não travou uma luta contra os judeus por serem judeus, mas sim contra os sionistas que ocupam a Palestina. No entanto, são os sionistas que constantemente associam o judaísmo e os judeus ao seu próprio projeto colonial e entidade ilegal” (Hamas in 2017: The document in full, Middle East Eyes).

Habermas continua: “como essa retaliação, que é justificada em princípio, é realizada, é objeto de debate controverso; os princípios de proporcionalidade, prevenção de baixas civis e a condução de uma guerra com perspectivas de paz futura devem ser os princípios orientadores.” Aqui Habermas dá um conselho para os soldados das Forças Armadas israelenses, que já bombardearam dezenas de hospitais e mataram milhares de bebês e crianças: agora que já mataram mais de 15 mil civis, talvez já tenha chegado a hora de ir atrás apenas dos alvos militares.

A nota diz ainda que “apesar de toda a preocupação com o destino da população palestina, no entanto, os padrões de julgamento escorregam completamente quando intenções genocidas são atribuídas às ações de Israel”. Ou seja, seria uma calúnia atribuir a Israel a intenção de genocídio do povo palestino, ainda que seja efetivamente isso que venha acontecendo nos últimos 75 anos naquela região.

“Em particular, as ações de Israel de maneira alguma justificam reações antissemitas, especialmente não na Alemanha. É intolerável que os judeus na Alemanha estejam mais uma vez expostos a ameaças à vida e à integridade e tenham que temer violência física nas ruas” , continuam os autores, esquecendo que é o próprio Estado sionista que promove o antissemitismo ao associar judeus às barbaridades promovidas por Israel.

“O ethos democrático da República Federal da Alemanha, que se orienta para a obrigação de respeitar a dignidade humana, está ligado a uma cultura política para a qual a vida judaica e o direito de existir de Israel são elementos centrais dignos de proteção especial à luz dos crimes em massa da era nazista. O compromisso com isso é fundamental para nossa vida política. Os direitos elementares à liberdade e à integridade física, bem como à proteção contra difamação racista, são indivisíveis e se aplicam igualmente a todos. Todos aqueles em nosso país que cultivaram sentimentos e convicções antissemitas por trás de todo tipo de pretexto e que agora veem uma oportunidade bem-vinda de expressá-los sem inibições também devem cumprir com isso”, finaliza a nota.

Com a sua declaração final, Habermas deixa claro que é ele mesmo um nazista, pois Israel, fundado sob a base de uma política racista e de limpeza étnica, tem o direito de existir nem que seja por cima do cadáver de milhões de palestinos.

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