Guerra da Ucrânia

Grupo Wagner toma cidade de Bakhmut

Anúncio colocou abaixo a campanha feita em torno da "contraofensiva ucraniana"

De acordo com Evgeny Prigozhin, chefe da companhia de mercenários russos conhecida como Grupo Wagner.anunciou a tomada da principal cidade do Donbass: Artyomovsk, conhecida como Bakhmut.

“Hoje ao meio-dia, Bakhmut foi totalmente capturado”, disse Prigozhin em um vídeo publicado no sábado. “A última parte de uma área de arranha-céus onde os ucranianos estavam escondidos está agora sob o controle das forças russas”, afirmou.

Prigozhin ainda destacou que o Grupo Wagner permanecerá em Bakhmut até quinta-feira (25),, acrescentando que, durante esse período, fortificações serão criadas em toda a cidade. O controle será então repassado ao Ministério da Defesa da Rússia, enquanto os integrantes do Grupo Wagner sairão em recesso, após meses de combates intensos.

A operação na cidade durou 224 dias. “Tomamos a cidade inteira – todos os prédios – para que ninguém possa dizer que não capturamos uma pequena parte dela”, destacou o comandante da operação.

O governo ucraniano, até o momento, ainda não reconheceu a vitória russa na região e tentou, sem qualquer fundamento, desmentir as declarações do Grupo Wagner.. As declarações de Prigozhin, por outro lado, parecem perfeitamente verossímeis.

O anúncio da tomada de Bakhmut é extremamente importante para desmascarar a campanha de propaganda que tem sido apresentada pelo imperialismo e
pelo pelo seu governo-fantoche na Ucrânia: a campanha segundo a qual Kiev estaria em uma contraofensiva que iria mudar completamente a correlação de forças no conflito com a Rússia. O que ficou óbvio, na verdade, é que os ucranianos estão passando de fato para a defensiva.

Ao mesmo tempo em que as tropas ucranianas vão acumulando derrotas, o seu presidente, Vladimir Zelensky vem colecionando fracassos em suas tentativas de angariar apoio. Recentemente, foi à Liga Árabe se queixar da falta de apoio à Ucrânia e não conseguiu reverter em nada sua situação. Pelo contrário: a Arábia Saudita, principal país árabe, está cada vez mais se voltando para o lado da Rússia e da China.

A situação da Ucrânia é um retrato da fragilidade do imperialismo, cuja incompetência militar já havia se escancarado na expulsão das tropas norte-americanas no Afeganistão. A vitória parcial de Vladimir Putin é, por sua vez, uma prova de que não só o imperialismo está debilitado, como que os países oprimidos estão percebendo essa fraqueza e se aproveitando disso para questionar a dominação imperialista. Isso só mostra como a operação russa na Ucrânia é sem dúvida um fator progressista, uma vez que corresponde a uma iniciativa que aprofunda a crise do imperialismo.

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