Escravidão colheita da maça

Governo do MS faz propaganda enganosa sobre a colheita da Maçã

A situação vergonhosa e desumana a que os índios remanescentes são colocados não é em nada diferente aos dos negros vindos da áfrica no séculos XVI a XIX.

O governo do Mato Grosso publicou matéria em seu site oficial informando que os índios do estado estão indo trabalhar no Rio Grande do Sul na colheita da maça, e que isso para os indígenas tem sido o paraíso na terra, segundo depreende-se do enfoque da matéria propagandística do governo direitista do estado.

Segundo a matéria recebem o salário mínimo, mais alimentação, passagem de ida e volta, alojamentos e cesta básica.

A matéria de forma eufemística chama o trabalho árduo de labor, talvez querendo nos levar a pensar que os índios vão ao RS para lazer.

A realidade enfrentada pelo indígenas no entanto é bem diferente do mostrado na matéria do governo do estado do MS.

A começar já no embarque nas aldeias do estado, são usados ônibus precários que levam os trabalhadores indígenas por mais de 1.200 quilômetros até o local da colheita no sul país. Ônibus que sequer poderiam circular na cidade são usados em rodovias perigosas.

Segundo os próprios índios nada do que foi prometido é entregue.

Alojamentos insalubres, se é que contêiner podem ser chamados de alojamentos, péssima alimentação, jornada extenuante, a prática de desconto antecipado de despesas, não pagamento de salários, etc..

A situação para os índios é tão degradante que não é raro eles tentarem o suicídio lá mesmo no meio da colheita.

O que acontecia com os nordestinos a décadas atrás, agora acontece com os índios.

Na realidade a propaganda do governo esconde o fato de que ele esta atuando como intermediário para contratação de mão de obra barata e/ou escrava para a agroindústria do sul do pais.

Ao todo mais de 13 mil indígenas saem de suas aldeias para trabalhar na safra da maça anualmente.

O latifúndio do MS em parceria com os latifundiários do sul resolvem dois problemas com uma ação só, pelo lado do MS impedem os índios de usarem a própria terra para tirar dela o seu sustento, e pelo lado dos sulistas conseguem mão de obra barata para colher suas maças envenenadas.

Estranho também é que estados como Rio Grande do Sul não tenha mão de obra local para fazerem a colheita já que o índice de desemprego nesse estado é grande.

Isso reforça ainda mais a constatação de que a mão de obra dos índios é a mais barata e  data a situação de vulnerabilidade dos mesmos sejam usados descartáveis pelos latifundiários do Sul.

A situação vergonhosa e desumana a que os índios remanescentes são colocados não é em nada diferente aos dos negros vindos da áfrica no séculos XVI a XIX.

Voltando ao ponto central, é preciso que as terras dos índios sejam demarcadas, e as que já estão sejam dadas condições para que tenham condições de tirar dela o seu sustento, que possam receber assistência técnica agrícola, assistência médica, escolas. As empresas utilizadores de mão de obra escrava devem ser expropriadas e entregues aos trabalhadores.

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